30 outubro 2015

[ Resenha ] O Exorcista | William Peter Blatty

        Olá tudo bem?
         Espero que sim.

        Porque hoje a visita do Clube do Medo é de apavorar!
        Pois trago a resenha do livro O Exorcista do autor William Peter Blatty e publicado pela Editora Agir.





  " - Você é a pessoa que está dentro de Regan? - perguntou o psiquiatra.
     Regan assentiu.
     - Quem é você?"
     ( pág 125 )
   
 
 
  . Dados Sobre o Livro:

     - Título Original: The Exorcist
     - Autor: William Peter Blatty
     - Editora: Agir
     - ISBN: 9788522013821
     - 1ª Edição
     - Ano: 2013
     - 336 Páginas
     - Tradução de: Carolina Caires Coelho
     - Sinopse: 
       O mal toma várias formas e a literatura e o cinema parecem se desafiar a criar inúmeras personificações desse mal. Seja com monstros, formas deformadas de nós mesmos, ou demônios, a indústria do entretenimento sempre foi bem-sucedida em representar a essência do nosso lado mais reprovável. O exorcista, no entanto, conseguiu ultrapassar esse limite. Inspirado em uma matéria sobre o exorcismo de um garoto de 14 anos, o escritor William Peter Blatty publicou em 1971 a perturbadora história de Chris MacNeil, uma atriz e mãe que está filmando em Georgetown e sofre com as inesperadas mudanças de comportamento de sua filha de 11 anos, Regan. Quando a ciência não consegue descobrir o que há de errado com a menina e uma nova personalidade demoníaca parece vir à tona, Chris busca a ajuda da Igreja no que parece ser um raro caso de possessão demoníaca. Cabe a Damien Karras, um padre da universidade de Georgetown, salvar a alma de Regan, enquanto tenta restabelecer sua fé, abalada desde a morte de sua mãe. Em O exorcista, Blatty conseguiu dar ao demônio a sua face mais revoltante: a corrupção da alma de uma criança. A jovem Regan é, ao mesmo tempo, o mal e sua vítima. Ela recebe a pena e a revolta dos leitores e espectadores em doses equivalentes e, mesmo quarenta anos depois, seu sofrimento e o abismo entre o que ela era e o que se torna continuam nos atormentando a cada página, a cada cena. Até, enfim, descobrirmos que não se trata apenas de uma simples história sobre o bem contra o mal, ou sobre Deus contra o demônio, mas sobre a renovação da fé.




    " - Ela precisa de um padre! 
Eu já a levei a todos os malditos médicos e psiquiatras do mundo, e eles me mandaram para o senhor. 
E o senhor quer me mandar de volta a eles?"  
( Chris - pág. 196 )   


                                                  
  Um livro assustador no ponto certo. 

        Hoje eu venho dividir meu maior medo cinematográfico e ao mesmo tempo, meu livro favorito da minha estante do terror. O Exorcista é o único livro, até o momento, que conseguiu amedrontar meu subconsciente no ponto certo.
       A primeira vez que li O Exorcista, eu nem imaginava que um dia iria estar aqui na internet deixando a minha opinião sobre ele. Lembro que descobri que na biblioteca municipal da minha cidade tinha um exemplar e não quis perder tempo, peguei a sombrinha e fui buscá-lo debaixo de chuva, de tanta vontade de ter o livro nas mãos. Li e saciei minha vontade literária naquela edição que, na época, já estava bem judiada.
      Quando saiu a edição de 40º aniversário, eu aproveitei a oportunidade para adquirir meu exemplar para minha estante e relendo essa edição, ainda posso dizer que a versão literária me assusta tanto quanto no filme e o Exorcista é um dos poucos casos em que amo tanto o filme quanto o livro.
      O livro começa no Norte do Iraque, onde o padre Merrin estava encerrando uma escavação, quando se depara com uma estátua de calcário. No mesmo instante, a história é transferida para Georgetown, Washington, onde mora a atriz Chris MacNeil e sua filha Regan.
      Chris está na sua cama decorando suas falas do roteiro do novo filme que está gravando na cidade, quando começa ouvir constantes ruídos vindo do quarto de Regan. Quando chega dentro do quarto, encontra sua filha de 12 anos dormindo profundamente e percebe leves batidas no teto e suspeita que sejam ratos que estão no sótão.
      Após um dia de filmagens, Chris e Regan vão juntas ao cinema e quando retornam para casa, Regan mostra para Chris que está brincando com o tabuleiro Ouija da Chris, que estava esquecido no porão. A garotinha informa para mãe que se comunica com seu amigo imaginário chamado capitão Howdy, através do tabuleiro, mas Chris não acredita e pensa que seja a imaginação da filha. A partir daí, Regan começa a ouvir barulhos estranhos no quarto,cheiros estranhos, cama chacoalhando e mudanças de comportamento.
     Com o passar dos dias Regan vai piorando e Chris acreditando que a filha está com problemas psicológicos, passa levar Regan a vários especialistas. Contudo, sem obter sucesso a respeito do diagnostico, Chris recorre ao padre Damien Karras pedindo que ele vá até sua casa para examinar Regan e após uma avaliação o padre Karras, mesmo com a fé abalada, pede a igreja católica uma autorização para realizar um ritual de exorcismo.
     Durante a leitura, ficou impossível não pensar no filme, pois as cenas que contém no filme estão bem fieis ao livro. Eu lembrava claramente dos cômodos da casa, do quarto de Regan, da mãe do padre Karras e principalmente a clássica cena da cabeça girando durante as narrações do exorcismo da Regan. São trechos arrepiantes, mas para quem é fã do gênero terror, são impressionantes.
     A narrativa do livro é pesada, porém muito bem escrita. Cada página lida eu ficava angustiada com o sofrimento de Regan e apavorada com os acontecimentos.
     Bom... Finalizo minha opinião, recomendando este clássico que nunca será esquecido!





 
" Que dia excelente para um exorcismo."
( pág. 226 ) 


       



     . Sobre o autor:

       William Peter Blatty é um conhecido escritor e roteirista estadunidense, cuja obra mais conhecida é o livro O Exorcista e roteiro do filme homônimo.


         Já leu O Exorcista?
        Então me conta o que achou dele. Vou adorar ler seu comentário.



 renata massa