06 março 2016

[ Divulgação ] Chega às Livrarias no Brasil O Pomar das Almas Perdidas - Nadifa Mohamed



       Olá  Pessoal!
       Tudo bem?
       Espero que esteja tudo bem? 
       A Editora Tordesilhas acaba de lançar o livro O Pomar das Almas Perdidas, da autora Nadifa Mohamed - premiada pela revista Granta em 2013 como uma das melhores jovens romancistas britânicas.
      Venha conferir: 



      O pomar das Almas Perdidas de Nadifa Mohamed, da Editora Tordesilhas, é o primeiro livro desta premiada autora britânica publicado no Brasil. A obra conta, com sensibilidade e reverência a história de três mulheres, de classes sociais e idades diferentes, que, no final dos anos 1980, enfrentam na cidade de Hargeisa, na Somália, a guerra civil que devasta o país até hoje.
     As três personagens centrais da obra são Kawsar, uma senhora viúva de luto pela filha. Depois de um ataque brutal na delegacia de polícia, ela fica acamada, dependendo da ajuda de vizinhos; Deqo, uma órfã que fora abandonada no campo de refugiados e encontra na casa de prostitutas proteção após fugir da cerimônia de aniversário da revolução, onde fez uma apresentação de dança; e Filsan, uma jovem soldado, que se oferece como voluntária na revolução, para mostrar que pode ser muito mais comprometida do que qualquer um de seus colegas homens.
    A trama se inicia com um incidente envolvendo a menina Deqo durante a apresentação de dança. Ansiosa, ela erra a coreografia e é repreendida com golpes e xingamentos. Kawsar, que assiste à apresentação, avista de longe a situação e interfere. Logo, os seguranças a pegam pelo braço e a retiram do local, enquanto Deqo consegue fugir. A velha senhora é levada para a cadeia, onde é brutalmente espancada por Filsan, que faz isso porque acabara de ser humilhada pelo chefe de sua corporação.
     O livro passa a acompanhar então a vida de cada uma das mulheres. Deqo se perde pelas ruas da cidade, perambulando pelas bancas do mercado até encontrar refúgio na casa de prostitutas. Machucada, impossibilitada de se mover, Kawsar volta para seu bangalô e passa a viver com a ajuda de uma jovem. Filsan retorna ao quartel e ao seu trabalho de patrulha. Nesse momento, a narrativa cresce e ganha uma qualidade poética admirável, para a qual muito contribui a musicalidade das palavras somalis sussurradas aqui e ali.
    Aos poucos, a revolução cresce e o conflito armado se instala de vez, obrigando a população a deixar sua casa. Em meio aos escombros, aos cadáveres, à areia do deserto e às suas próprias perdas, Deqo, Filsan e Kawsar voltam a se encontrar para viver o seu destino final e comum, num trabalho magistral de construção de enredo que ajuda a explicar por que a revista Granta elegeu Nadifa Mohamed uma das melhores jovens escritoras britânicas de 2013.
    Em um lugar desprovido de homens, Mohamed deu voz às mulheres somalis sem polêmicas de gênero, apenas com uma escrita vigorosa e cheia de nuances.


“Algumas nuvens ralas percorrem o céu, a brisa da noite é mais fresca que de costume, infiltrando-se, brincalhona, entre as receitas na mesa. Ela puxa as cobertas até o queixo, fecha os olhos e aspira o jasmim, as madressilvas, as damas-da-noite e a flor do deserto wahara-waalis que plantou faz muito tempo, no pomar atrás do bangalô. Este é o único contato que ela tem agora com seu precioso pomar – a delicada carícia de seu aroma quando o vento está soprando na direção certa.”
 

    Espero que tenham gostado da novidade. Acho que vale a pena.


   
 renata massa