15 agosto 2016

[ Resenha ] Tristeza em Pó | Daniele Toledo



    Olá pessoal!
    Tudo bem?
    Espero que esteja tudo bem.
    Hoje eu vou deixar minha resenha sobre o livro Tristeza em Pó da Daniele Toledo publicado pela NVersos Editora.
    Venha conferir minha opinião.




 “ Eu ainda tentei questionar o delegado, querendo saber se a mãe havia confessado o crime.
 Mas era óbvio que não.
 Esse detalhe, porém, parecia não ter importância para ele.
 – A Daniele é muito fria, não derramou uma lágrima. 
Diz apenas que não se lembra de nada – argumentou. ” 
 ( Jornalista Cristina Christiano -  Pág. 07 )  


. Dados Sobre o Livro:

- Autora: Daniele Toledo
- Editora: NVersos
- 1ª Edição
- Ano: 2016
- 176 Páginas

- Onde Comprar: AmazonFolha | Travessa

. Sinopse:

29 de Outubro de 2006.Segundo turno da eleição presidencial no Brasil. Enquanto brasileiros se levantam para ir às urnas e decidir o futuro do país, num pequeno pronto-socorro localizado na interiorana Taubaté, a 120 quilômetros de São Paulo, uma jovem de apenas 21 anos tem o rumo de seu destino, terrível e irremediavelmente alterado.  Após três paradas cardíacas, o apito do monitor ressoa prolongadamente: Piiiiiiiiii. As notícias são dolorosas! No lugar de uma explicação, a pediatra puxa Daniele Toledo pelo braço, aponta para a maca e a acusa: “ Era isso o que você queria, seu monstro? Você matou sua filha com overdose de cocaína!” A cabeça de Daniele está confusa: sua filha Victória, de 1 ano e 3 meses, tinha morrido? O que teria acontecido? Como assim, overdose de cocaína? No mesmo instante, e sem qualquer resposta, policiais, requisitados pelos próprios médicos, tomam a moça e anunciam: você está presa em flagrante, por ter matado a sua filha. Nesse triste dia, Daniele Toledo perdeu sua caçula, viu sua vida tomar um rumo inexplicável e ganhou um apelido em rede nacional: “O Monstro da Mamadeira”. Dois anos depois, sua inocência foi provada. Mas sua filha e sua vida nunca mais seriam recuperadas.


 “ Meu Deus, me pergunto ainda, como as pessoas podem destruir a vida de outras em segundos simplesmente porque não tiveram tempo de esperar a verdade vir à tona ou porque  a suspeita cometeu erros no passado?
 Daniele foi acusada, Julgada e condenada pela opinião pública sem a mínima chance de se defender.”
 ( Jornalista Cristina Christiano – pág. 10 )


Injustiça

       Ao começar a leitura de Tristeza em Pó, eu tinha uma vaga lembrança da história nos noticiários que contaram uma terrível história de uma mãe acusada de matar a filha de um ano com cocaína na mamadeira e depois teve uma breve notícia dela sendo inocentada.
       Em Tristeza em Pó, Daniele Toledo narra à própria história contando brevemente sua infância e adolescência em Taubaté, cidade localizada em São Paulo. Rapidamente ela conta como foi os dois relacionamentos amorosos que teve em sua vida e o nascimento dos seus filhos, principalmente o nascimento de Victória.
       Victória nasceu prematura, ficou na UTI neonatal e por ser um bebê frágil com pré-diagnóstico de encefalite autoimune, sempre precisava de cuidados especiais. Cuidados que Daniele não negou a filha, pois as crises qua a Victória tinha, a rotina da criança era permanecer um tempo no hospital, com idas para casa e após alguns dias, retornava ao Isolamento Infantil do hospital-escola com uma nova crise.
      Além de abrir mão da vida pessoal, deixar o outro filho aos cuidados dos pais e profissional para ficar ao lado da filha, Daniele tornou-se vítima de estupro dentro do hospital-escola, mas o caso foi arquivado porque as provas sumiram e o acusado era um residente do quinto ano de medicina. Por causa dessa situação Daniele foi proibida de procurar atendimento no hospital-escola e foi obrigada a procurar ajuda para Victória no pronto-socorro, já que os médicos do hospital-escola também trabalhavam no pronto-socorro e conheciam o caso de Victória.
     Contudo, no dia 28 de Outubro, Victória teve uma nova crise e quando Daniele deu entrada no Pronto-socorro Infantil, a criança já se encontrava em coma. Porém desta vez, Daniele recebeu um tratamento diferenciado dos enfermeiros que a trataram com hostilidade. Tentou uma transferência de hospital, mas os médicos negaram, percebeu uma enfermeira tirando uma secreção da boquinha de Victória e limpando em um pano branco durante a noite.
      Infelizmente às 10h:40 da manhã do dia 29 de Outubro, Victória faleceu após três paradas cardiorrespiratórias. Daniele recebeu a notícia da médica acusando-a de ter matado a própria filha com overdose de cocaína  e polícia entrando na sala dando voz de prisão para ela.
      A história deixa qualquer pessoa chocada pela falta de justiça, falta de respeito com o próximo e abusos de autoridades. Eu fiquei impressionada e com a sensação de injustiça que fizeram com Daniele. Nem garantiram seus direitos constitucionais, direitos que todo ser humano tem direito.
      Daniele foi parar atrás das grandes sem provas concretas, sem direito de despedir, velar e enterrar sua filha Victória. As detentas da cadeia agrediram Daniele covardemente, por pouco não foi morta. As presidiárias ficaram sabendo da falsa acusação através da mídia da TV Aberta  que transmitiram os acontecimentos como um verdadeiro show de julgamentos rápidos. Até apelidaram a Daniele de “O Monstro da Mamadeira”.
      Foi Deus que tocou o coração da jornalista Cristina Christiano que foi coletando informações, percebendo as fragilidades nas acusações contra Daniele e conseguiu acelerar os resultados dos exames para que o laudo de criminalística inocentasse a mãe da criança e advogada pudesse adquirir o habeas corpus para libertar Daniele.
      Quanto à diagramação do livro, eu afirmo que está perfeita. As folhas são amareladas, contém algumas cartas que Daniele escreveu e recebeu enquanto estava presa.
      Enfim... É uma história revoltante, mas vale a pena ler, pois Daniele ainda sofre as consequências da falsa acusação. Sua inocência foi provada, Daniele foi inocentada, mas sua vida jamais será a mesma. 

 Livro fornecido gentilmente pela NVersos Editora e Blog Doces Letras.




“A repercussão da minha inocência não foi tão grande quanto a  repercussão da minha prisão.
 Foi falado em alguns canais de televisão, mas não como antes. 
Por isso, muitas pessoas que não viram o resultado depois ainda ficaram na dúvida se eu tinha ou não matado a minha filha.”
  ( Daniele Toledo – pág. 171 )




    Essa resenha também está no blog Doces letras, onde participo como colaboradora do blog.



   . Já leu Tristeza em Pó?
   . Então conte o que achou do livro. Vou adorar ler seu comentário.