15 janeiro 2017

[ Poema ] Desafio de Leitura #12mesesdepoe – O Palácio Assombrado



      Olá Pessoal!
      Tudo bem?
      Hoje eu estou trazendo o primeiro poema do projeto de Leitura Coletiva das Obras de Edgar Allan Poe, organizado pelo Blog da Anna Costa.
     Além da resenha do conto do mês, eu resolvi deixar no blog o poema que iremos ler para vocês também possam conhecer um pouco mais as obras de Poe.
     Espero que gostem. É simplesmente lindo!




Poema de Janeiro


O PALÁCIO ASSOMBRADO 




  I
  No mais verde de nossos vales,
  habitado por anjos bons,
  antigamente um belo e imponente palácio
  — um palácio radiante — se erguia.
  Nos domínios do rei Pensamento.
  lá se achava ele!
  Jamais um Serafim espalmou a asa
  sobre um edifício só metade tão belo.

  II
  Estandartes amarelos, gloriosos, dourados,
  sobre o seu telhado ondulavam, flutuavam.
  ( Isso, tudo isso, aconteceu há muito, muitíssimo tempo. )
  E em cada brisa sua que soprava,
  naqueles doces dias,
  ao longo dos muros pálidos e empenachados,
  se elevava um aroma alado.
 
  III
  Caminhantes que passavam por esse vale feliz
  viam, através de duas janelas iluminadas,
  espíritos que se moviam musicalmente
  ao som de um alaúde bem afinado,
  em torno de um trono onde, sentado,
  ( Porfirogênito! )
  com majestade digna de sua glória,
  aparecia o senhor do reino.

  IV
  E toda refulgente de pérolas e rubis
  era linda porta do palácio,
  através da qual passava, passava e passava,
  a refulgir sem cessar,
  uma turba de ecos cuja grata missão
  era apenas cantar,
  com vozes de inexcedível beleza,
  o talento e o saber de seu rei.

  V
  Mas seres maus, trajados de luto,
  assaltaram o alto trono do monarca;
 ( ah, lamentemo-nos, visto que nunca mais a alvorada despontará sobre ele, o desolado! )
  e, em torno de sua mansão, a glória,
  que, rubra, florescia,
  não passa, agora, de uma história quase esquecida
  dos velhos tempos já sepultados.

  VI
  E agora os caminhantes, nesse vale,
  através das janelas de luz avermelhada, vêem
  grandes vultos que se movem fantasticamente
  ao som de desafinada melodia;
  enquanto isso, qual rio rápido e medonho,
  através da porta descorada,
  odiosa turba se precipita sem cessar,
  rindo — mas sem sorrir nunca mais.



     Recomendo que leiam as obras de Edgar Allan Poe, vale muito a pena. Essa semana trago a resenha do conto A Queda da Casa de Usher para concluir o desafio #12mesesdepoe do mês de Janeiro. 


   . Já conhecia esse poema?
   . Então me conta o que achou dele. Vou adorar ler seu comentário.