07 abril 2017

[ Resenha ] Richthofen – O Assassinato dos Pais de Suzane | Roger Franchini



   Olá pessoal! 
   Tudo bem?
   Hoje eu trago para vocês a resenha do livro Richthofen – O Assassinato dos Pais de Suzane, escrito pelo advogado  Roger Franchini e publicado pela Editora Planeta do Brasil.


 “ Eduardo não conseguiu identificar no cadáver a mulher que viu incomodada na fotografia do andar de baixo.
 Seus olhos estavam fechados por causa do inchaço das órbitas provocado pelas pancadas. 
Os ferimentos davam idéia da dor que poderia ter sentido no momento da agressão.” 
( pág. 55 )



. Dados Sobre o livro:

- Autor: Roger Franchini
- Editora: Planeta do Brasil
- Coleção: Grandes Crimes
- 1ª Edição
- Ano: 2012
- ISBN: 978-85-7665-744-6
- 190 páginas
- Sinopse:
Quem não se lembra da jovem rica e bonita que planejou meticulosamente a morte dos pais? O caso da família Richthofen ganhou imediatamente as páginas dos jornais e chegou à boca do povo, envolvendo a população neste que foi um dos crimes mais cruéis e conhecidos do país. Neste livro, Rogério Franchini revela de forma inédita os bastidores da investigação policial, as suspeitas, as evidências, os responsáveis pelo inquérito e mesmo os chocantes depoimentos de Suzane e dos irmãos Cravinhos. Conheça todos os detalhes do crime que começou como um rotineiro caso de homicídio até se tornar um dos assassinatos que mais abalaram a opinião pública.


“Meus sentimentos, Suzane. Confie em nós, porque vamos descobrir quem fez esse mal à sua família. – A menina baixou a cabeça, num movimento comovente.
 Deixou a franja loira encobrir-lhe a testa e abraçou o irmão. 
Para completar a trágica cena, Cravinhos suspirou alto, como se prestasse suas condolências.” 
( pág. 84 )

Uma Realidade Romanceada

       O assassinato do casal Manfred e Marísia Von Richthofen mexeu com a mente da população brasileira em 2002, quando todos souberam que Suzane Richthofen, filha do casal, estava envolvida  no crime juntamente com os irmãos Daniel e Cristian Cravinhos de Paula e Silva.
       O brutal assassinato abalou a opinião publica e todos os canais de imprensa ficaram tomados  pelo caso que foi tratado e ainda é considerado um dos crimes executado com tamanha frieza.
       O livro começa no plantão noturno do dia 30 de Outubro  de 2002,no 27º Distrito Policial da Capital de São Paulo, quando três policiais militares, chegaram informando Eduardo, o investigador da civil, que noite seria longa e se o novo investigador chamado Rodrigo já tinha visto algum cadáver, pois naquela noite o novato teria oportunidade de ver dois cadáveres que foram encontrados na cama e foram mortos a pauladas.
     Chegando a rua Zacarias de Góes, Eduardo acompanhado com Rodrigo e o Delegado Rubens, avistaram varias viaturas que estavam de prontidão em frente à casa dos Richthofen, mas também havia um Palio estacionado do outro lado da rua com três pessoas.
     Rapidamente, um policial avisou ao  Rubens que se tratavam dos filhos do casal morto e o delegado ordenou que Rodrigo  fosse até o veículo coletar dados pessoais dos ocupantes. Dentro da casa Eduardo foi reparando a casa e notou que a fechadura da casa estava intacta, sem nenhum sinal de arrombamento.
     No quarto com casal Eduardo viu a cenas do crime com os corpos  ainda posicionados na cama e  constatou que os peritos teriam um longo trabalho pela frente, por causa dos múltiplos ferimentos que havia nos corpos. No entanto o que chamou atenção do investigador Eduardo, foi o comentário de um dos policiais que fazia fiscalização da entrada da casa. Ele  mencionava que os filhos  de Manfred e Marísia não haviam mostrado nenhuma reação e nem tinham derramado nenhuma lágrima pelos pais.
     Quando pedi para Lia solicitar o livro, esperava encontrar uma história totalmente detalhista mostrando a realidade cruel e fria dos fatos de uma dos crimes mais bizarros no país. Eu buscava a descrição detalhada do crime, com investigação e resultados da autópsia.
      Uma verdadeira reconstrução dos acontecimentos, porém  no início da leitura  dá para perceber que o autor romantizou a realidade. Transportando o leitor  para os bastidores  da trama  e mesmo que o caso Richthofen ficou apenas como plano de fundo do livro, o enredo  conseguiu chamar atenção.
      Cheguei achar que a leitura poderia ser monótona, contudo a narrativa  do Roger é bastante  agradável e não decepcionou  nenhum momento durante a leitura. Roger não deixou de mencionar detalhes de como o crime foi executado, as armas utilizadas e como Suzane arquitetou o crime junto com os irmãos Cravinhos.
      Mesmo a história sendo contada pelos olhos de um investigador, o enredo também contém capítulos mostrando os confrontos de Suzane Richthofen com os pais antes da morte deles, com Daniel Cravinhos presenciando as últimas brigas da namorada com os pais.
      Não deixou de ter  uma visão geral do crime, com fatos criminológicos, descrição dos corpos informando até a quantidade de golpes e quanto tempo cada vítima levou para morrer. Finalizando a trama no momento da prisão dos culpados.
      A diagramação do livro está excelente nas folhas amareladas conhecida como papel pólen. Não há nenhuma foto, apenas na capa que representa modelo de notícia de jornal. No início de cada capítulo, o leitor irá encontrar trechos do livro O Homem Delinquente do escritor César Lombroso. Publicada em 1876, foi considerada revolucionária na área de direito penal, psicologia e medicina legal. Os trechos são bem interessantes.
      Enfim, para quem tem uma breve curiosidade com o caso Richthofen, mas deseja a história contada de forma dramática, irá gostar da narrativa que contém neste livro. Eu gostei e desejo tem a chance de conhecer outras obras do autor.


                                                                                                              
Livro fornecido gentilmente pela Editora Planeta  do Brasil.
Resenha de minha autoria publicada anteriormente no blog Doces Letras.

“- Por que vocês escolheram a data de 31 de Outubro?
  - Sei lá. Quem decidiu isso foi o Daniel. Acho que foi quando tiveram coragem de fazer.
  - Foi um presente para Suzane? Ela completaria dezenove anos no dia 3...
  - Foi um presente para os dois. – Cristian estava cansado, e suas respostas começavam a ser lançadas sem muita vigilância.” 
 ( págs 158 e 159 )




     . Sobre o Autor:




       Roger Franchini é advogado e trabalhou como investigador de polícia na Polícia Civil  do estado de São Paulo por seis anos.



    . Já leram Richthofen – O assassinato dos pais de Suzane?
    . Então antes de ir embora, deixa seu comentário. Vamos adorar lê-lo.


 renata massa