17 julho 2017

[ Crítica ] Corra!



   Olá pessoal!
   Tudo bem?
   Hoje eu quero conversar  com vocês sobre Corra!
   Um suspense com uma critica social bem interessante sobre o racismo.  





Título: Corra!
Título Original: Get Out
Ano: 2017
Dirigido por: Jordan Peele
Duração: 1h e 44 min
Sinopse: Chris (Daniel Kaluuya) é jovem negro que está prestes a conhecer a família de sua namorada caucasiana Rose (Allison Williams). A princípio, ele acredita que o comportamento excessivamente amoroso por parte da família dela é uma tentativa de lidar com o relacionamento de Rose com um rapaz negro, mas, com o tempo, Chris percebe que a família esconde algo muito mais perturbador.









Interessante!

      A história de Corra! começa com um jovem negro caminhando solitariamente à noite, pelas ruas  de um bairro de classe média alta, enquanto conversa com  sua namorada pelo celular. Após  despedir dela, um carro branco surge seguindo o rapaz vagarosamente por uma rua deserta. Preocupado, ele resolve seguir outro caminho no momento que o carro para no meio fio e o motorista abre a porta do carro com a intenção de descer. Neste mesmo tempo, uma segunda pessoa aparece na cena, raptando o rapaz e  colocando bem discretamente no bagageiro do carro.
     Após os créditos iniciais do filme, a história  apresenta Chris Washington (Daniel Kaluuya) é um talentoso fotógrafo que está terminando de preparar a mala  para viajar com sua namorada Rose Armitage (Allison Williams) para conhecer os pais dela. Tudo parece normal, chris está  um pouco preocupado por ser apresentado à família da namorada, Rose chegando à casa do namorado com o café da manhã nas mãos e tentando tranquilizá-lo, afirmando para ele que sua família não é racista.
    Enquanto o casal segue viagem, Rose está dirigindo pela estrada repleta que árvores, Rose atirar o maço de cigarros de Chris pela janela ao mesmo tempo que ele está atendendo o celular para conversar com seu amigo Rod Williams ( Lil Rel Howery ), que demonstra ser amigo do casal  durante o bate papo com brincadeiras.
    Inesperadamente aparece um cervo cruzando a estrada e acertando o carro. Com impacto, o animal morre no acostamento. . Isso acaba mexendo estranhamente com Chris e provocando algo no subconsciente, trazendo lembranças da sua  infância. O casal chama a polícia para registrar a  ocorrência e o policial começa tratar Chris de maneira preconceituosa pedindo sua habilitação, mesmo sabendo que era Rose que estava no volante no momento do acidente. 




   Chegando à casa de campo dos pais de Rose, o casal Armitag, Dean & Missy ( Bradley Whitford & Catherine Keener ), recebem Chris de forma calorosa, mostrando para o rapaz que ele é bem vindo  na família. Dean convida  o genro para um passeio para conhecer a propriedade, exibindo várias fotos da família e da Rose com seu irmão mais novo Jeremy (Caleb Landry Jones), que está fazendo medicina e tornará neurocirurgião como ele. Dean também mostra o escritório que Missy trabalha como psiquiatra e atende os pacientes. Neste meio tempo, Chris observa que os dois empregados da casa, Georgina ( Betty Gabriel ) e Walter ( Marcus Henderson ) são negros, mas rapidamente Dean revela que eles eram empregados do seus pais e após o falecimento deles, não teve coragem de demiti-los.
   Durante um bate papo, Chris confidencia um pouco da sua infância traumática e a ansiedade por está parando de fumar. Dean informa que sua esposa desenvolveu um método que consegue hipnotizar pacientes para livrá-los de traumas ou vícios e foi em uma sessão de hipnose que livrou-se do vicio do cigarro. Chris agradece a oferta, mas recusa o tratamento, assegurando que está tudo bem com ele. Missy revela que o casal receberá alguns amigos para uma confraternização anual que o seu sogro sempre realizava e Dean confessa que  gosta de manter as tradições iniciadas pelo falecido pai. Com a chegada a Jeremy a família permanece ainda mais descontraída e mente aberta.
  Aparentemente, tudo parece normal em perfeitas condições. Contudo Chris expõem constantemente a sensação que  algo está errado naquela família, principalmente   notando o comportamento esquisito dos empregados.  




   No dia seguinte,  durante a festa todos os amigos dos pais de Rose são receptivos e simpáticos com Chris, porém o rapaz permanece estranho por ser o único negro na festa, até que enxerga outro rapaz negro também participando da confraternização. Chris  vai até o quarto, liga para o amigo e confessa para Rod toda a situação que está vivendo na casa. Voltando para festa, Chris aproveita a distração do rapaz negro para tirar uma foto dele, discretamente e enviá-la para  Rod tentar reconhecê-lo. Entretanto, a luz do flash atinge os olhos do homem e espantosamente, o homem começa gritar suplicando para Chris dar o fora dali.
   Se eu continuar contando a história, vou estragar a surpresa de vocês, pois a partir  deste momento, a história  traz a primeira reviravolta deixando de ser um pouco simples e clichê. A impecável imagem da família hospitaleira consegue deixar desconfiança, mas o mistério prevalece até a segunda  reviravolta, revelando o que a família Armitage realmente é capaz de fazer.
   Não é um filme de terror, mas  o filme consegue  transmitir um leve suspense psicológico explorando toda a situação como problema racial do protagonista. O ator Daniel Kaluuya desempenha  uma interpretação muito boa na pele do personagem Chris. Ele surpreende com sensibilidade presente nos olhos, assim como os personagens Georgina e Walter, eles também tiveram pontos altos na história de forma bem criativa.
   Corra! abordou sobre o racismo de forma interessante e corajosa. Questiona e  divide as opiniões das pessoas que assistiram o filme. Independente das criticas, ele superou minhas expectativas e o mostrou que o racismo ainda é algo pulsante. Assista e tire suas próprias conclusões. 





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