07 julho 2017

[ Resenha ] Três Viúvas | Liliane Prata



   Olá pessoal!
   Tudo bem?
   Hoje eu trago para vocês a resenha do livro Três Viúvas, escrito pela jornalista Liliane Prata e publicado pela Editora Planeta do Brasil.



“Quando Cláudia despediu de Rogério daquela maneira, jamais poderia imaginar que eles nunca mais se veriam, mas se imaginasse não faria diferença, não naquela Cláudia, não naquele dia.”
 ( pág. 05 )



. Dados  Sobre o Livro:

. Autora: Liliane Prata
.  Editora: Planeta do Brasil
. Ano: 2013
. 1ª Edição
. Páginas: 144
. ISBN: 978-85-422-0118-5
. Sinopse: Uma história de superação e amizade entre mulheres muito especiais. Ao ficar viúva, Cláudia não consegue chorar a perda de Rogério, seu parceiro num casamento morno. Ísis, ao enviuvar, logo passa a substituir a ausência do marido por atividades que a impedem de sentir dor. Soraia, mãe de Ísis, é viúva há mais tempo e aprendeu que a vida despedaça sonhos, mas que viver sozinha não é o fim do mundo. Quando o acaso da viuvez aproxima Cláudia e Ísis, a estranha amizade que as aproxima vai colocar à prova o que pensavam saber sobre solidão, amor, ansiedade, culpa e relacionamentos. E essa é uma experiência que vai levar uma delas a reencontrar a paz interior, enquanto a outra se perde de vez de si mesma.



“Ísis acordou por volta das seis da manhã, olhou para o lado e viu Márcio, era bom acordar, olhar para o lado e ver Márcio, quase todas as manhãs percebia como era bom vê-lo a seu lado.” 
(  pág. 28 )


Crescimento e Superação

     Desde o lançamento do livro três Viúvas, eu tinha vontade de conhecer a história. Sabia que era uma leitura que poderia proporcionar emoções leves, mas  foi bem diferente que eu imaginava.
     Três viúvas  irá conta a história de Cláudia, Ísis e Soraia. Três mulheres que após perderem os maridos precisaram reaprender a lidar com os sentimentos e superar as dores através da amizade.   
     A história inicia apresentando Cláudia, uma mulher depressiva que há muito tempo optou por levar a vida de maneira conformada e afastada de tudo que propõem alegria. Quando Cláudia era mais jovem, ela deixou a oportunidade profissional escarpar da suas mãos e quando conheceu Rogério, ele foi à única pessoa que ela dividiu um pouco da sua frustração.
     Naquela manhã que Rogério saiu para trabalhar, Cláudia nem imaginou que sua vida iria mudar radicalmente e despediu-se do seu marido como fazia todas as manhãs, rudemente e sem nenhum carinho.
     No entanto, após ter passado o dia inteiro trancada dentro de casa sem ânimo  para nada, Cláudia foi despertada durante a madrugada, com o telefone tocando informando a morte do Rogério no hospital.
     Depois que passou alguns dias do enterro de Rogério, Cláudia resolve ir ao trabalho dele para receber o seguro que Rogério havia deixado e lá encontrou com uma mulher  totalmente desesperada, chorando a morte do marido que também havia morrido no acidente juntamente com Rogério.
     Ísis era oposto de Cláudia. Ela ficou em estado de choque, chorava desesperadamente, dava gritos agudos, desmaiava e não conformava com a morte do marido. Quando conheceu Márcio, Ísis  havia acabado de separar  de Jorge. Ela tinha casado com ele por causa de uma paixão avassaladora, porém pegou Jorge traindo-a com outra mulher na cama deles  e terminou o primeiro casamento de forma bem extrema.
    Apaixonou-se pelo Márcio da mesma forma, bem intensa. Mas com ele, Ísis tinha um casamento à base de respeito e muito carinho.  Gostava de acordar cedo para preparar café da manhã  para Márcio e Paula, filha  dela com Jorge, Ísis também gostava de ligar para Márcio durante o dia para saber como ele estava passando e adorava assistir filmes  em casa com ele.
    Depois que  Cláudia e Ísis saíram do escritório onde os maridos trabalhavam, elas almoçaram juntas e Ísis convidou Cláudia  para ir na casa dela, pois não queria ficar sozinha em casa enquanto Paula ficava na casa de sua mãe Soraia.
    No entanto, Soraia que também é viúva há mais tempo, resolve ligar para sua filha Ísis mandando buscar Paula. A neta estava na casa dela vários dias e Ísis precisava recuperar a rotina da sua vida. Foi acompanhando Ísis que Cláudia teve a oportunidade de conhecer Soraia.
    A escrita da Liliane Prata é envolvente e trouxe um final interessante. Não foi como imaginava, mas  não tem como negar, contém um ótimo desenvolvimento.  A história mostra como cada uma irá lidar com a perda dos maridos de maneira diferentes.
    Cláudia antes da morte de Rogério já mostrava claramente que tinha perdido a vontade de viver e não tinha entusiasmo para nada. Com a morte do marido, Cláudia precisou dar uma chacoalhada na vida e renovar a rotina tentando tornar-se uma mulher batalhadora.  
    Diferente da personagem Ísis que mostrou ter uma personalidade muito intensa e vivia de maneira totalmente diferente de Cláudia. Após a morte de Márcio, Ísis tinha consciência de que precisava viver por causa da filha, contudo  não encarava as angustias de frente. Continuava  lidando com dor e a falta do Márcio de maneira tão exagerada que conseguiu se destacar mais do que Cláudia e Soraia.
    No entanto a personagem Soraia, mãe de Ísis, lidava com a viuvez de forma pragmática, vivendo um dia de cada vez e tentou mostrar para Ísis que  não era o fim do mundo ficar viúva.
    A capa é uma delicadeza, mostrando uma parede com papel de parede e um quadro com flores. A diagramação está ótima nas folhas amareladas e fonte em tamanho muito bom. Isso fez a leitura  fluir rapidamente.
     Enfim, finalizo minha opinião recomendando este livro para leitores que apreciam um ótimo romance leve e delicado. 


Livro fornecido gentilmente pela editora Planeta  do Brasil.
Resenha de minha autoria, publicada anteriormente no blog Doces Letras.


“ Cláudia queria lembrá-la, queria cobrá-la, ei, Ísis, vocês está se perdendo, está esquecendo, está transformando sua vida numa  vida que não é sua.”
 ( pág. 67 )



     . Sobre a autora:

       É formada em jornalismo pela UFMG e em filosofia pela USP. Por 8 anos, foi colunista da revista Capricho. Nesse período, publicou, pela editora Marco Zero, os livros infanto-juvenis “O Diário de Débora” 1 e 2 e também o chick lit “Uma bebida e um amor sem gelo, por favor”. No fim de 2011, saiu seu primeiro romance adulto, “À revelia”. Seus três próximos romances saem em breve pela editora Planeta. Desde o fim de 2010, é agenciada pela @paginadacultura.



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