23 de fevereiro de 2018

[ Resenha ] Quando o Mal Tem Um Nome | Glau Kemp



  Olá pessoal!
  Tudo bem?
  Hoje eu trago a resenha de um livro incrível para quem é fã do gênero terror. Quando o Mal Tem Um Nome é um livro escrito pela Glau Kemp e publicado de forma independente na Amazon.


. Dados Sobre o Livro:

. Título: Quando o Mal Tem Um Nome
. Autora: Glau Kemp
. Editora: Amazon – Publicação Independente
. Ano: 2017
. 1ª Edição
. 204 Páginas
. ISBN: B077NV4K3B
. Sinopse: “Sinto medo. O tipo de medo que persegue até a presença de outras pessoas. Segue até a luz e entra nas cobertas. Não está debaixo da cama ou dentro armário. Está em minha pele e tem um nome. Não pergunte. Não descubra. Nunca saiba o nome do seu medo, ou irá chamá-lo... Seus lábios podem estar selados, mas sua mente repetirá: Donavan... Donavan... Donavan.”  Na Aparecida dos anos 70, uma cidade erguida no centro de um milagre, conhecemos a história de Marta e sua filha Clara. De sua terra cultivada por fé a malignidade cresce no coração de uma mãe devota. As orações que a padroeira não atende são feitas agora para eles: anjos caídos. Ela não deveria saber o nome do demônio que atendeu sua prece, e a abominação despertada é tão grande que todos vão pagar pelo seu pecado. O mal só precisava que alguém o chamasse pelo nome e agora está entre nós.
"Faça uma oração antes de dormir e deixe a luz acesa. Se vir a fé em seus olhos, talvez vá embora. Mas ele virá”
— Por que um demônio iria querer vir até à casa de Deus, minha jovem?
— Por que o senhor iria até a casa do demônio, padre?
— Para levar a luz até ele.
— O demônio também tem seus planos.






Incrível e Assustador!

     Adoro quando sou fisgada pelo terror!
     Principalmente quando ele consegue me deixar arrepiada,  com a história na mente e foi dessa maneira que a história Quando o Mal Tem Um Nome me conquistou.
     Para aventurar-se na história, o leitor é transportado para década de 70, numa cidade chamada Aparecida, em uma casa simples que abrigava o casal Marta e João com seus dois filhos Roberto de cinco anos e Pedro de três anos de idade.
     Marta estava grávida pela terceira vez e desejava demais ser abençoada  com uma menina. Onde ela pudesse ter uma companhia feminina em casa e depois de alguns anos, Marta iria compartilhar seus bordados com a filha.
     O desejo era tanto que Marta fez uma promessa a Nossa Senhora Aparecida de acender uma vela do tamanho da filha na igreja matriz em todos os aniversários da menina até os quinze anos de idade.
    Quando o marido de Marta chegou em casa naquele dia, João trouxe com ele um jornal  com a notícia da inauguração da primeira clínica de ultrassonografia na capital de São Paulo e Marta percebeu a grande oportunidade de acabar com sua incerteza, pois o exame prometia descobrir o sexo  do bebê ainda dentro da barriga da mãe.
     Após uma breve discussão com João, Marta conseguiu  convencer o marido de acompanhá-lo até em São Paulo, sem ele saber que a esposa  iria fazer a ultrassonografia. No entanto quando  Marta fez o exame, descobriu  que estava grávida de menino.
     Transtornada com a notícia, Marta  resolveu  ficar sentada  em um banco da praça chorando, enquanto aguardava  João  para retornar para Aparecida. Entretanto, uma cigana  sentou ao seu lado de Marta e disse para ela que uma magista  poderia dar a garotinha que tanto desejava.
     A princípio  Marta achou aquela história completamente ridícula,  pois era uma mulher devota a Deus e a Nossa SenhoraAparecida. Mas a cigana foi tão convincente enquanto revelava segredos que só Marta sabia que a futura  mamãe  resolveu guardar o cartão que a cigana deixou com ela.
     Não demorou muito tempo para a fé religiosa de Marta ficar abalada, contudo ela criou uma nova esperança de ter sua filha desejada com a possibilidade de invocar os poderes das trevas  em um ritual obscuro e satânico.     
     A história é sensacional para quem realmente gosta do gênero terror e mistério porque todos os acontecimentos são apavorosos  e contém descrições bem construídas. Como eu desejei ter  essa história na minha estante onde os livros de terror, suspense e mistério estão, pois é uma história que merece ter destaque na estante.
     A escrita da Glau me conquistou no início da história e conseguiu tirar meu fôlego, principalmente no momento do ritual que Marta e outras pessoas invocam vários demônios para ter a tão sonhada menina. Senti um arrepio enorme neste momento. Era como estivesse dentro da história presenciando cada trecho do cenário.
     A história desenrola em duas décadas, por isso o livro é divido em duas partes. Ainda na primeira parte, logo após o ritual a família de Marta não foi mais a mesma. O mal foi dominando cada membro da família e conduzindo o leitor para segunda parte da história, onde está a próxima geração da família.
     Todos os personagens foram dinâmicos, especialmente Marta que mostrava ser uma mulher humilde e muito religiosa. Por causa do seu grande desejo de ter uma menina, acabou  sendo tomada por uma ira enorme e fez de tudo para conquistar  seu grande sonho. Personagens dessa maneira, eu acabo ficando curiosa e devoro a história  rapidamente.  
     Leia gente, pois vale demais conhecer a escrita da Glau. Mesmo que você seja um leitor que não gosta muito de ler livros digitais. A história é incrível e ao mesmo tempo assustadora.
     É com muita alegria que finalizo minha opinião, pois estou encantada com a história e com a Glau que trouxe um livro fantástico que me conquistou perfeitamente. Foi uma experiência incrível e pode ter certeza Glau, minha cortina numa mais será a mesma!
    Enfim, recomendo para todos que apreciam histórias nacionais com muito terror, suspense e mistério.



“É na adversidade que a fé se mostra mais difícil, porém mais eficaz para curar a alma. 
Milagres são realizados a partir da dor e do sofrimento do espírito, mas ele surge na semente da fé.”



    Sobre a Autora:
   Glau Kemp exorcista de animais de pelúcia desde 1986. Autora de Quando o mal tem um nome. Organizadora de antologias, editora da Revista Amazing e Colunista no site Boca Do inferno. Só uma escritora dividida entre o obscuro e histórias fofas.

   Já leram Quando o Mal Tem Um Nome?
   Tem interesse em lê-lo?
   Então deixa sua opinião nos comentários. Vou adorar conhecê-la.