6 de fevereiro de 2018

[ Resenha ] Recordando Anne Frank | Miep Gies e Alison Leslie Gold



  Olá pessoal!
  Tudo bem?
  Hoje eu trago para vocês a resenha do livro Recordando Anne Frank escrito pela  Miep Gies e Alison Leslie Gold que a Editora Gutenberg publicou.


. Dados Sobre os Livro:

. Título: Recordando Anne Frank
. Título Original: Anne Frank Remembered: The Story of the Woman Who Helped to Hide the Frank Family
. Autoras:  Miep Gies e Alison Leslie Gold
. Editora: Gutenberg
. 1ª Edição
. Ano: 2017
. 222  Páginas
. ISBN: 978-85-8235-489-6
. Tradução: Íris Figueiredo
. Sinopse: Para os milhões de leitores apaixonados pelo livro O Diário de Anne Frank, aqui está a surpreendente história de Miep Gies. Por mais de dois anos, Miep e seu marido ajudaram a esconder judeus dos nazistas. Como milhares de heróis desconhecidos do Holocausto, eles arriscaram suas vidas todos os dias para levar comida, notícias e apoio emocional às vítimas. Neste livro, Miep Gies relembra seus dias com honestidade e sensível clareza. Ela narra desde sua sua infância sofrida como refugiada da Primeira Guerra Mundial até o momento em que coloca o pequeno diário xadrez de Anne Frank nas mãos de seu pai, Otto Frank. O diário ficou guardado com Miep por muitos anos, e graças a ela, ele pode ser publicado. Recordando Anne Frank é uma história fascinante e verdadeira, onde cada página nos toca com coragem e dolorosa delicadeza.


 

Poço de Emoções

     Eu nunca tive contato com a famosa história  do livro Diário da Anne Frank. Sei que é uma história triste e emocionante. Por isso, o livro Recordando Anne Frank proporcionou um poço de emoções e tornou-se um dos livros mais importantes da minha estante.
    A história começa em 1933 com a Miep Gies relatando que vivia numa residência  da rua Gaasptraat, área silenciosa ao Sul de  Amsterdã. No entanto, Amsterdã  não era a cidade  natal de Miep. Ela nasceu em Viena, Áustria em 1909.
    Quando  Miep tinha 5 anos, estorou a primeira guerra mundial e por causa  dos severos  racionamentos de comidas, ela  era uma criança  subnutrida  e doente. Mas graças a um programa organizado por trabalhadores  estrangeiros para socorrer crianças austríacas que passava fome, Miep que já tinha completado 11 anos,  ela foi enviada para Holanda para viver e ser alimentada por uma família desconhecida, os Nieuwenhuis,  para recuperar a saúde.
    Na adolescência, Miep mudou-se com a família adotiva para o Sul de Amsterdã. Reencontrou com os pais biológicos em 1925, quando os Nieuwenhuis levaram Miep em Viena. Contudo a família biológica percebeu que Miep não  era mais aquela garotinha de Viena e permitiu que ela  retorna-se com a família adotiva  e torna-se uma completa holandesa.
      Quando Miep estava com 24 anos, uma vizinha e amiga da família informou que uma empresa procurava uma secretária substituta para um emprego  temporário. Como Miep estava alguns meses desempregada, essa  era uma ótima oportunidade de reconquistar a independência.
      Dessa forma que Miep começou a trabalhar para Otto Frank, um judeu que estava tendo sucesso com sua fabrica chamada Travies & Company. Em pouco tempo tornou-se  funcionária permanente e não demorou muito tempo também para Miep conhecer a família de Frank que havia chegado recentemente  da Alemanha para morar com ele. Naquela época Anne Frank tinha 4 anos.
      Com o tempo os negócios continuavam prosperando na fabrica  do Sr. Frank, Miep e seu marido Henk eram amigos da família Frank, mas os encontros de sábado, assim como os jantares na casa dos Frank tinham sido interrompidos.
      As notícias sobre o poder de Hitler não eram boas, vários decretos eram publicados proibindo e ridicularizando os judeus era freqüentes. Mesmo assim, o Sr. Frank continuava indo ao escritório, como de costume para trabalhar e Miep percebia o esgotamento do patrão.
     Certa amanhã, o Sr. Otto chamou Miep no escritório e informou que ele juntamente com sua família e mais alguns amigos planejava refugiar, escondendo dos nazistas e se ela estaria disposta a cuidar deles, mesmo sabendo que a punição para quem ajudava os judeus era gravíssima.
     A narrativa de Miep é bem gostosa de ler e ao mesmo tempo, cheia de sentimentos que tocou o coração com muita delicadeza e sensibilidade. Desde sua infância  como criança refugiada primeira guerra mundial, ela precisou adquirir muita coragem para viver um período tão conturbado.
    Como Miep foi uma das primeiras funcionárias do Sr. Frank, ela acabou conquistando um pouco de intimidade com a família Frank e com a chegada da segunda guerra mundial, os nazistas avançando por Holanda e proibindo os judeus de viverem com dignidade, os Frank precisaram esconder e todos os dias Miep e seu marido Henk visitava a família no esconderijo levando alimento e notícias dos últimos acontecimentos.  Cada visita era carregada de angustia de serem  descobertos pelos nazistas.
     Essa parte da história mundial contém exemplos de pessoas que lutaram contra o terror de várias formas e mesmo que tenha o Diário de Anne Frank, a história de Miep é um ponto de vista bem íntimo e indispensável.
     E agora, o Diário de Anne Frank transformou-se  numa leitura obrigatória e necessária, pois  particularmente acho que servirá como complemento desta trajetória emocionante.
     A diagramação está maravilhosa nas folhas amareladas do papel off-white. Contém três fotos em preto e branco da Miep. Uma delas, Miep está acompanhada do  Henk de mãos dadas. Acho essa foto muito bonita de observar, principalmente após a leitura do livro e conhecer a importância deles na história da família Frank. A capa do livro é a foto de Anne Frank, achei a capa simples, mas não deixa de ser bonita. Na contra capa contém uma foto da família Frank, além da sinopse da história.
   É uma  leitura tocante que comove profundamente. Recomendo demais para todos os leitores que desejam conhecer acontecimentos e histórias pessoais de indivíduos  que precisaram enfrentar tudo para sobreviver. Tenho certeza que este livro também ganhará seu coração e um lugar especial na estante, assim como conquistou meu coração. 

  Livro oferecido gentilmente pela Editora Gutenberg.
Resenha publicada anteriormente no blog Doces Letras.

“Anne continuava a fazer muito mistério sobre o que escrevia, e sempre escondia os papéis na velha  maleta de couro do pai, que era guardada na segurança do quarto dele. 
Como os Frank prezavam o respeito pela privacidade alheia, inclusive das crianças, e havia tão pouca privacidade no esconderijo, Anne era sempre levada a sério e respeitada. 
Ninguém ousava tocar nos papéis dela ou ler suas palavras sem permissão.”
 ( pág. 118 ) 



      Sobre a autora:
      Miep Gies nasceu em Viena, Áustria, em 15 de fevereiro de 1909. Quando tinha 11 anos de idade, chegou à Holanda como refugiada da Primeira Guerra Mundial e foi lá que mais tarde conheceu Otto Frank e se tornou secretária em sua empresa, a Opekta. Ela e o marido, Jan Gies, ajudaram a esconder a família Frank de julho de 1942 a agosto de 1944, quando foram traídos por um informante anônimo. Miep encontrou o diário de Anne e o guardou, mas depois que Anne morreu no campo de concentração Bergen-Belsen, ela o deu a Otto Frank, o único sobrevivente do Anexo Secreto. Décadas após a publicação de O Diário de Anne Frank, Miep e Jan Gies escolheram permanecer fora de foco até a publicação de Recordando Anne Frank, quando se tornaram celebridades nos Países Baixos e em todo o mundo. A coragem de Miep foi reconhecida com prêmios e medalhas em vários países e organizações internacionais. Ela nunca se considerou uma heroína.

    Já leram Recordando Anne Frank?
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