26 de março de 2018

[ Resenha ] A Condessa Sangrenta | Alejandra Pizarnik


  Olá pessoal!
  Tudo bem?
  Hoje eu quero apresentar para vocês a minha opinião  sobre o livro A Condessa Sangrenta, escrito pela Alejandra Pizarnik, ilustração de Santiago Caruso e publicado pela Editora Tordesilhas.


Título: A Condessa Sangrenta
Autora: Alejandra Pizarnik
Editora: Tordesilhas
Ilustrações: Santiago Caruso
Tradução: Maria Paula Gurgel Ribeiro
1ª Edição
60 Páginas
ISBN: 978-85-64406-00-1
Sinopse: Em 1611 a condessa húngara Erzsébet Báthory foi condenada pelo assassinato de seiscentas e cinquenta jovens mulheres. Marcada pela perversão e pela demência, a Dama de Csejthe passou para a história como um símbolo do mal absoluto. Em seus crimes se vislumbram os limites extremos do horror. Com A Condessa sangrenta, Alejandra Pizarnik alcançou um dos ápices de sua literatura, elaborando um retrato perturbador do sadismo e da loucura. Santiago Caruso soube recriar, com suas magníficas ilustrações, não só os detalhes da história, mas também os atrozes sentimentos que a governam.



Personagem Medonha, Edição Maravilhosa!

    A Condessa Sangrenta trata-se de um livro fino, escrito pela Alejandra Pizarnik, ilustrado pelo Santiago Caruso que conta bem resumidamente a história  da condessa Erzsébet Báthory. Essa condessa viveu por volta do século XVI e foi condenada por prisão perpétua  dentro do próprio castelo em 1611 por ter matado aproximadamente 650 jovens. A maior parte dessas moças que foram assassinadas pela condessa, pertenciam famílias simples, famílias de camponeses  e todas elas foram mortas com extrema crueldade.

   Erzsébet era uma condessa muito bonita, bem educada e falava húngaro, latim e grego. Casou-se com Frencz Nadasdy, um guerreiro extremamente corajoso em 1575. Seu marido era um oficial do exército e por causa disso,  era raros momentos que Frencz permanecia no castelo e  Erzsébet ficava muito sozinha com os servos. 

   Frencz não acreditava nos boatos e não admitia ser importunado com histórias relacionadas sobre sua esposa,  mas Erzsébet adorava e até sentia  prazer em torturar as jovens e virgens  quando o marido estava em missões e batalhas. Mas, quando ficou viúva em 1604, que a condessa agravou seu quadro de insanidade e passou a praticar atos cada vez mais brutais na esperança de que assim pudesse manter sua própria juventude. 

   O livro não é uma biografia detalhada da condessa Erzsébet Báthory, mas  considero um livro cheio de informações. Mesmo que seja uma leitura bem rápida, não é uma leitura vazia e tem como objetivo mostrar uma breve história da condessa com as  principais torturas que ela praticava com as jovens. 

    Algumas  dessas crueldades contadas no livro é a Virgem de Ferro, uma espécie de sarcófago vertical com pontas no interior que perfuravam diversas partes diferentes do corpo. A perversidade da condessa era enorme, principalmente no inverno rigoroso, quando gostava de colocar as jovens em pé na neve completamente nuas e  jogava água no corpo das moças para congelá-las e transformá-las em estátuas de gelo. 

     Eu contei apenas duas formas que a condessa torturava as moças virgens. No livro contém outras maneiras bem medonhas. A mulher não era de brincadeira!



   Eu li A Condessa Sangrenta em forma digital na plataforma Issuu porque eu tinha muita curiosidade de conhecer a edição. Pelo aplicativo Issuu, é possível ler alguns capítulos dos livros e revistas gratuitamente em seu computador ou pelos smartphones. Tive a sorte de ter o livro completo no Issuu. 

   Foi a primeira vez que li neste aplicativo, pois eu ainda prefiro ter o livro impresso. Confesso a curiosidade falou mais alto, consegui saciá-la e ainda desejo ter  essa edição de  Alejandra em versão impressa  para minha estante do terror. 

   A leitura flui naturalmente e a escrita possui uma leveza sofisticada. É uma edição maravilhosa para quem aprecia o gênero, mas precisa ter o estômago um pouco forte  para conhecer e ler  as crueldades da condessa. 

   Como não tenho o livro impresso nas mãos, não vou dar detalhes do material como costumo deixar nas minhas opiniões. Entretanto, o  livro digital, apresentou as ilustrações sensacionais  e tudo haver com os textos encontrados no livro. A capa  é bem ousada. O leitor  pode observar a virgem de ferro na porta e as torres do castelo ou também pode  interpretar a capa com a imagem do corpo da mulher. Vai da imaginação de cada leitor. 

     No final do livro contém um  posfácio escrito por João Silvério Trevisan. De maneira maravilhosa, João fala sobre a melancolia que  Erzsébet sofria e como muitas mulheres, hoje em dia, buscam obcecadamente domar a velhice para superar a morte. É um texto muito interessante que desperta profundamente.

    Enfim, comparada com Vlad III, a história da Condessa Erzsébet Báthory conseguiu transformá-la em uma das mulheres mais terríveis da história e serviu de inspiração para filmes e livros, enriquecendo a crença dos vampiros. Recomendo para leitores que  gostam de histórias medievais e assim como sou, apreciadora de histórias de terror ou  curiosa por histórias de Serial Killer. 




   Sobre a Autora:
  Alejandra Pizarnik, filha de imigrantes judeus da Europa oriental, nasceu em Buenos Aires, Argentina, em 29 de abril de 1936. Aos dezessete anos iniciou os estudos de filosofia e jornalismo. Mais tarde cursou letras, carreira que também abandonou, e frequentou aulas de pintura no ateliê de Juan Batlle Planas. Publicou seu primeiro livro – La tierra más ajena – aos dezenove anos. A este se seguiram La última inocencia (1956), Las aventuras perdidas (1958), Árbol de Diana (1962), Los trabajos y las noches (1965), Extracción de la piedra de la locura (1968) e El infierno musical (1971). Entre 1960 e 1964 viveu em Paris, onde conviveu com Julio Cortázar, Octavio Paz e André Pieyre de Mandiargues. Ao regressar a Buenos Aires, obteve o prêmio Fondo Nacional de las Artes e a bolsa Guggenheim. Em A condessa sangrenta, sua prosa mais longa e seu primeiro livro publicado no Brasil, mescla poesia e ensaio. Alejandra Pizarnik morreu no dia 25 de setembro de 1972, na capital argentina, aos 36 anos.

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