20 de abril de 2018

[ Resenha ] A Máscara de Flandres | Cristiane Krumenauer


  Olá pessoal!
  Tudo bem?
  Hoje eu trago a resenha do livro A Máscara de Flandres, escrito pela autora nacional  Cristiane Krumenauer e publicado pela Editora Giostri.


. Título: A Máscara de Flandres
. Autora: Cristiane Krumenauer
. Editora: Giostri
. 1ª Edição
. Ano: 2018
. 188 páginas
. ISBN: 978-85-516-0188-4
. Sinopse: Uma história que transita entre o Brasil escravocrata do século 19 e os dias de hoje. A policial Alice Stoifeld investiga um criminoso que furtou o diário de um cafeicultor com problemas psiquiátricos e passou a se inspirar em seus relatos para cometer novos crimes. Stoifeld promete ir além dos limites para libertar as reféns e desvendar a identidade do criminoso. A saga é uma luta alucinante contra o preconceito e a crueldade. A necessidade de superar um passado não resolvido. E o desafio de sobreviver a um assassino imerso nas atrocidades do tempo. 




   Livro oferecido gentilmente pela Cristiane Krumenauer.



 Muito Bom!

    Ler A Máscara de Flandres deixou uma sensação agridoce na minha leitura. Achei o início um pouco confuso, porque não era o tipo de começo que eu esperava, mostrando acontecimentos de 1843. Porém a história deu um pulo nos anos e eu fui entrando mais na história. Fui sentindo mais clima do enredo e no final, estava adorando a história. 

   A Máscara de Flandres conta a história de Alice Stoifeld, uma investigadora da polícia civil com trinta e quatro anos que tentar diariamente reafirmar como mulher num universo dominado pelos homens. Sentia-se um pouco desfavorecida por ser mulher perante aos outros  investigadores  machistas que certamente era apoiados pelo chefe.

   Enquanto enfrentava mais um dia tedioso de trabalho, Alice percebeu o policial militar Jackson, um dos poucos policiais que ela considerava um homem bom, chegando com a notícia que percebeu  a janela aberta do Museu que ficava numa antiga cafeeira do século XIX durante a ronda pela madrugada. Como Aline não estava com humor para encontrar com Delegado Rovert na parte da manhã, resolveu ir com Jackson até o Museu. 

   Quando Alice e Jackson chegaram ao museu para conversar com a curadora conhecida como Senhora Mello e verificar a situação do museu, eles perceberam que a sala que exibia objetos de tortura estava completamente vazia e todos os instrumentos utilizados pelo capataz no período da escravidão havia sumido, deixando a curadora totalmente desconsolada.

   Diante ao roubo, Alice estava pronta para iniciar as investigações, porém após quatro dias dos fatos ocorridos, Iana Mattos, uma jovem de vinte quatro anos, desapareceu de forma misteriosa e Alice temia que o pesadelo estivesse de volta à cidade depois de dois séculos. Porque o desaparecimento da moça negra poderia  associar com o roubo dos instrumentos de tortura que pertencia ao museu.

    A história é curta, sendo assim fica difícil aprofundar no enredo sem revelar alguns fatos. Então optei em  deixar a resenha um pouco artificial para não estragar a surpresa do leitor. Entretanto, é legal acompanhar Alice Stoifeld  na caça  do criminoso.

    Gostei muito da personagem principal,  a policial Alice Stoifeld. Ela foi uma protagonista  praticamente perfeita, narrando a história mostrando seu passado durante a infância e ao mesmo tempo, investigando uma história de roubo com sequestro de mulheres negras em uma pequena cidade.

    Alice é criada na  mente de maneira forte, mesmo sendo uma peça de jogo para o criminoso. Consegui obter apreço pela personagem  nas primeiras páginas, no entanto  os pensamentos do criminoso é sensacional. Foi ele que me prendeu na história, infelizmente, eu descobri quem era ele antes da revelação do seu nome. O motivo do roubo museu e dos seqüestros das moças que foi a grande surpresa.

   O vilão contém uma personalidade bem transtornada e completamente alucinada. A  investigação conclui de forma rápida devido a história ser pequena, no entanto é bem construída. Tudo que encontrei na história foi suficiente para ficar pressa nela, só fiquei um pouco confusa com o primeiro capítulo e logo em seguida, no segundo capítulo, caí de pára-quedas nos acontecimentos. 

   A escrita da Cristiane Krumenauer é bem tranquila sendo centralizada exclusivamente no gênero policial. Eu já conheço os outros livros que a autora publicou anteriormente  e são histórias  bem interessantes. Cada livro contém uma história única, não tem nenhuma ligação entre elas e  vale a pena  conferir cada livro.
  Outro detalhe que amei na história foram os capítulos serem minúsculos, mas com quantidade suficiente de informação. Isso ajudou demais a velocidade do livro ou quando precisava fazer uma pausa na leitura sem atrapalhar o desenvolvimento do enredo.

   A diagramação está simples, mas muito boa nas folhas amareladas. A capa  contém a ilustração da máscara de flandres, um objeto usado no período da escravidão no Brasil e na história é um dos objetos roubados do museu. Os capítulos são destacados por dias e horas dos fatos ocorridos.

   No modo geral, é um livro muito bom. Contém um suspense bacana e para leitores que aprecia leitura nacional e histórias do gênero policial, é uma experiência literária bem legal. Pode surpreender  bastante. 


“ Todos falariam do seu nome! Talvez até um livro fosse escrito sobre ele. Cada passo que dava em direção à vítima, era como se ele se aproximasse da fama.”  
 ( pág. 99 )


     Sobre a autora:
    Cristiane Krumenauer é autora de romances policiais: Atrás do crime (Ed. Giostri, 2016) e Chamas da noite (Ed. Giostri, 2014). Também publicou o ensaio crítico literário Memória, imaginação e narração (NEA, 2014) e uma série de textos de suspense que compõem os Contos da Namíbia (autopublicação, 2015), coletando relatos de pessoas de diferentes tribos quando residiu na Namíbia (África). É formada em Letras pela Unisinos, especialista em Literatura pela UFRGS e mestre em Linguagem, Interação e Processos de Aprendizagem pela UniRitter Laureate International Universities.
A máscara de flandres é seu terceiro romance policial. Além de escritora, é filha, mãe e esposa, incondicionalmente e em tempo integral.

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