29 de maio de 2018

[ Resenha ] A Mulher na Janela | A. J. Finn


  Olá pessoal!
  Tudo bem?
  Hoje eu trago para vocês a resenha do Livro A Mulher na Janela, escrito pelo A. J. Finn e publicado pela Editora Arqueiro.


. Título: A Mulher na Janela
. Titulo Original: The woman in the window
. Autor: A. J. Finn
. Editora Arqueiro
. Ano: 2018
. 1ª Edição
. 352 Páginas
. Tradução: Marcelo Mendes
. ISBN: 978-85-8041-832-3
. Sinopse: Anna Fox mora sozinha na bela casa que um dia abrigou sua família feliz. Separada do marido e da filha e sofrendo de uma fobia que a mantém reclusa, ela passa os dias bebendo (muito) vinho, assistindo a filmes antigos, conversando com estranhos na internet e... espionando os vizinhos. Quando os Russells – pai, mãe e o filho adolescente – se mudam para a casa do outro lado do parque, Anna fica obcecada por aquela família perfeita. Até que certa noite, bisbilhotando através de sua câmera, ela vê na casa deles algo que a deixa aterrorizada e faz seu mundo – e seus segredos chocantes – começar a ruir. Mas será que o que testemunhou aconteceu mesmo? O que é realidade? O que é imaginação? Existe realmente alguém em perigo? E quem está no controle? Neste thriller diabolicamente viciante, ninguém – e nada – é o que parece. "A Mulher Na Janela" é um suspense psicológico engenhoso e comovente que remete ao melhor de Hitchcock.

Livro oferecido gentilmente pela Editora Arqueiro.
Resenha publicada anteriormente no Doces Letras.

Surpreendeu Bastante. 

   Desde que a editora Arqueiro deixou nas redes  sociais o anúncio do lançamento eu  desejava ter  a oportunidade de aventurar neste suspense psicológico e a leitura de A mulher na Janela  foi simplesmente viciante e impossível de largar.

   Anna Fox é uma psicóloga infantil que após passar um por trauma e sofre de Agorafobia, um distúrbio de ansiedade que, na maioria das vezes, está associado ao transtorno de pânico. Geralmente a pessoa que sofre de agorafobia tem um medo incontrolável de situações que vão causar pânico, pavor ou constrangimento. 

   Por causa do trauma extremo de sair em lugares públicos e ficar em espaços abertos, Anna atualmente mora sozinha num casarão, onde ela se sente salva do mundo exterior. Sem a presença do marido Ed e  a filha Olívia, que a mais ou menos um ano não moram com ela, Anna passa seus dias assistindo a filmes, a maioria deles  são filmes antigos em preto e branco. 

    Anna também ficava conversando com estranhos na internet,  fazendo aulas de francês e jogando xadrez on-line. Mas o principal hobby de Anna é  observar os vizinhos através da janela e com uma câmera de alta resolução, ela fica sabendo de tudo que passa pela região e principalmente nas casas dos vizinhos.

    Entretanto, Anna tornou o vinho sua companhia fiel, tomando várias taças durante ao dia e  por causa do transtorno, ela acaba misturando alguns remédios psiquiátricos diariamente com a bebida e nem sempre ela está completamente consciente. Isso faz ela ficar mais  fechada no próprio mundo. 

   Até que uma nova família se muda para uma casa ao lado do parque que fica de frente para casa de Anna. A novidade acaba despertando muita atenção de Anna  que começa  bisbilhotar o dia a dia  na casa dos Russell através de sua câmera, porém ela  vê uma cenas  na casa deles que a deixa aterrorizada e faz o mundo de Anna virar de cabeça para baixo. 

    A Mulher na Janela, sem duvida nenhuma foi uma grata surpresa. Não imaginava que iria gostar tanto da história e da personagem Anna, que narrou de forma deliciosa e ágil. Transformando a leitura rápida, sem arrastar nenhum momento da história.

    Por ser uma narrativa  ao ponto de vista da Anna é completamente angustiante, porque o fato dela ter o hábito da bebida com a medicação, ninguém acreditava nela e achava Anna uma testemunha pouco confiável. Até a própria Anna fica em dúvida se realmente viu o assassinato porque a mente dela não está completamente lúcida devido à medicação com as doses de vinho.

    Tudo que Anna vê e pensa é passado para o leitor com um propósito e o autor usou e abusou dos detalhes para  criar um cenário para Anna. Tudo faz sentido no final, cada detalhe na história é importante e pode ter certeza, tudo encaixa perfeitamente. A cada página lida ficava impossível de prever o final da história. As reviravoltas mudavam praticamente tudo, dava outra expectativa para o enredo e deixava mais duvidas na mente. Eu adorei isso!

   A diagramação está impecável nas folhas do papel pólen. A capa corresponde perfeitamente com o enredo da história, contudo o mais legal da capa é a frase que contém nela, “Não é paranóia  se está realmente acontecendo.” A questão é que você no início do livro, o leitor também não tem certeza se é paranóia. Só lendo para descobrir. 

   Valeu demais a leitura e recomendo para todos os leitores que gostam de suspense e thriller. A Mulher na Janela merece uma chance, pois é um livro com elementos interessantes e envolventes ainda mais para o leitor que deseja desvendar o mistério em torno do assassinato. Surpreendeu bastante.  


“Bisbilhotar é como fotografar a natureza: a gente não interfere no que está vendo.”
 ( pág. 10 )



     Sobre o Autor:
     A.J. Finn Formado em Oxford, A.J. Finn é ex-crítico literário e já escreveu para diversas publicações, incluindo Los Angeles Times, The Washington Post e The Times Literary Supplement. A Mulher Na Janela, seu primeiro romance, foi vendido para 36 países e está sendo adaptado para o cinema numa grande produção da 20th Century Fox. Natural de Nova York, Finn viveu por dez anos na Inglaterra antes de voltar para sua cidade natal, onde mora atualmente.

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