2 de junho de 2018

[ Resenha ] A História do Cinema Para Quem Tem Pressa | Celso Sabadin


  Olá pessoal!
  Tudo bem?
  Hoje eu trago a resenha do livro A História do Cinema Para Quem Tem Pressa, escrito pelo Celso Sabadin e publicado pela Editora Valentina.


. Título: A História do Cinema Para Quem Tem Pressa
. Autor: Celso Sabadin
. Editora Valentina
. Série: História Para Quem Tem Pressa
. 1ª Edição
. Ano: 2018
. 200 Páginas
. ISBN: 978-85-5889-066-3
. Sinopse:  Em 200 páginas, contextualizado com cada momento histórico, e escrito em linguagem clara e acessível, Sabadin traça um panorama do cinema – linguagem que há mais de um século revoluciona nossa maneira de ver a vida –, desde a época em que seus inventores nem sabiam direito o que fazer com ele, até os dias de hoje, quando movimenta bilhões de dólares pelos cinco continentes. A obra passeia com desenvoltura pelos principais “ismos” cinematográficos do mundo – Impressionismo, expressionismo, Surrealismo, Realismo, Neorrealismo etc. –, ao mesmo tempo que conta como nasceu Hollywood, o que aconteceu quando os filmes começaram a falar, por que os alemães inventaram o filme de terror, por que os detetives do cinema usam capa e chapéu, como as duas Guerras Mundiais mudaram os filmes, por que o cinema francês é tão papo-cabeça, como a chegada da televisão mudou tudo, o que afinal é um blockbuster, onde entra o Brasil nessa história toda, e muitos outros temas e curiosidades sobre a chamada Sétima Arte. Só não explica que loucura é essa que nos faz tão apaixonados pela telona e pelo escurinho. Para isso, seria necessário outro livro. Aí sim, sem pressa.



Livro oferecido gentilmente pela Editora Valentina.
Resenha publicada anteriormente no Doces Letras.



Resumão do Cinema

   Com uma visão panorâmica e uma abordagem histórica, rápida e bem objetiva, o livro A História do Cinema Para Quem Tem Pressa faz o leitor viajar no tempo e retornar ao passado como estivesse no carro DeLorean do filme De Volta para o Futuro para  descobrir o processo histórico, os inventores e os pioneiros do cinema. 

   O livro inicia-se  com a pré-história das imagens em movimento na virada do século 19,  numa época conhecida como Segunda Revolução Industrial onde quase tudo mudou na  humanidade e as inovações era cada vez mais sedentas de informações.

   Sendo o autor do livro, as enciclopédias informam que o cinema foi inventado pelos Irmãos Lumière em uma sessão de aproximadamente 20 minutos, na qual foram exibidos curtas produzidos pelos próprios Lumière. Outros pioneiros são citados no livro, especialmente o inovador Georges Méliès, que desenvolveu soluções artísticas criando personagens, desenvolvendo cenários e levou para o cinema seu aprendizado no teatro e no ilusionismo. 

     A cômica cena do rosto na Lua  sendo atingido por uma cápsula espacial em cheio no olho, cena de Viagem à Lua de 1902, tornou-se uma das mais clássicas da história e o cinema ainda não havia completado sete anos de existência e já exibia um curta-metragem em  preto e branco com seres lunares nas produções do cinema mudo.

    Entre as formações dos grandes estúdios do cinema mudo, o destaque foi quando Charles Chaplin  se reuniu a outros três mitos de período  para fundar a United Artists, com  o objetivo de aprimorar os sitemas de distribuição do mercado cinematográfico. Durante alguns anos, o cinema mudo obteve bons lucros e prestígios distribuindo filmes de qualidade.

    A partir deste ponto e conforme o tempo foi passado, Celso Sabadin mostra o caminho do homem aperfeiçoando habilidades e conhecimentos nas atividades cinematográficas. Dando importância  as consequências  da primeira guerra mundial com homens que enriqueceram construindo impérios  do entretenimento, especialmente a grande Hollywood.

    O autor realçou também o Surrealismo, o Expressionismo Alemão no gênero terror, o Impressionismo Francês, o Realismo Soviético e a poderosa Warner mudando os caminhos e ensinando o cinema a falar. Todos permitiram ter uma visão em várias dimensões possibilitando o leitor um conhecimento enriquecedor. 

   O cinema brasileiro também ganhou um capítulo especial, engajando na difícil empreitada  de tornar o cinema nacional numa indústria sólida e lucrativa. Infelizmente o livro deixa claro que o cinema brasileiro nunca conseguiu se estabelecer como uma indústria forte.

   Como se trata de uma história longa que desenvolveu em todos os continentes, o livro é apenas um pontapé inicial para criar no leitor um estímulo para  aprofundar mais no assunto e descobrir como o cinema chegou nas animações, franquias, continuações e Remakes tão lucrativas. Por isso o livro consegue instigar e provocar interesse para procurar outras obras literárias sobre o tema.  

   O livro contém uma capa maravilhosa com vários personagens do cinema, confesso que foi através dela que  fiquei interessada na leitura da obra. A diagramação está impecável na folhas brancas e com várias imagens do cinema, todas em preto e branco. Durante a leitura o leitor pode anotar e criar uma lista de variáveis filmes para expandir os horizontes e inserir mais conhecimento da sétima arte.

   Enfim, a  leitura proporciona uma viagem extraordinária, inesquecível e comovente para todos os leitores que são apaixonados pela história do cinema. Recomendo para todos os leitores sem restrição de idade. 


“ O cinema é uma festa!” 
( pág. 164 )

 O cinema brasileiro permanece refém do estrangeiro, dentro do seu próprio território.” 
( pág. 192 ) 


    

  Sobre o autor:
  Celso Sabadin é Mestre em Comunicação pela Universidade Anhembi Morumbi, graduado em Jornalismo pela Faculdade Cásper Líbero e em Publicidade e Propaganda pela Escola Superior de Propaganda e Marketing (ESPM). É crítico de cinema, professor, curador e escritor. Autor dos livros Vocês Ainda Não Ouviram Nada – A Barulhenta História do Cinema Mudo (1997/2000), Éramos Apenas Paulistas (2009) e O Cinema como Ofício (2010). Roteirizou e dirigiu o longa Mazzaropi (2013), e roteirizou o curta Nem Isso (2015), da obra de Luis Fernando Verissimo. Corroteirizou o longa documental Badi Assad (2018). É sócio fundador da Abraccine – Associação Brasileira de Críticos de Cinema.


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