11 de junho de 2018

[ Resenha ] Viver Bem é a Melhor Vingança | Calvin Tomkins


  Olá pessoal!
  Tudo bem?
  Hoje trago para vocês a resenha do livro Viver Bem é a Melhor Vingança, publicado pela Editora Autêntica e escrito pelo Calvin Tomkins.


. Título: Viver Bem é a Melhor Vingança
. Título Original: Living Well is The Best Revenge
. Autor: Calvin Tomkins
. Editora: Autêntica
. Ano: 2018
. 3ª Edição, 1ª Reimpressão
. ISBN: 978-85-513-0010-7
. Tradução: Beatriz Horta
. 128 Páginas
. Sinopse: Nas palavras do jornalista Sérgio Augusto, Calvin Tomkins escreveu “a mais enxuta e gratificante crônica sobre a Paris da Geração Perdida e seu mais glamoroso casal de expatriados, Gerald e Sara Murphy”. Os Murphys chegaram à França após a Primeira Guerra Mundial, época em que uma leva de artistas e intelectuais americanos foram se estabelecer às margens do Sena. O casal vivia cercado de pintores, músicos e escritores. Fitzgerald, seu hóspede mais assíduo, inspirou-se em Gerald e Sara para compor os protagonistas de Suave é a noite. Além dele e de Zelda, as reuniões dos Murphys tinham Cole Porter, Hemingway, Picasso, Léger, Gertrude Stein, Cocteau e Satie entre seus habitués. Ilustrado com fotos do álbum de família dos Murphys, além de uma seleção especial dos quadros pintados por Gerald Murphy, Viver bem é a melhor vingança é uma bela e evocativa memória dos anos loucos em Paris, que transformaram uma geração.


Livro oferecido gentilmente pela Editora Autêntica.
Resenha publicada anteriormente no Doces Letras.


  Legalzinho!
  
     Publicado originalmente nos Estados Unidos em 1974, Viver Bem é a Melhor Vingança, conta a história do casal Sara e Gerald Murphy, pessoas que Scott Fitzgerald usara  como modelo para os protagonistas Nicole e Dick Diver em Suave é a Noite. 

     No prefácio, Calvin Tomkins menciona que conheceu Sara e Gerald Murphy por volta da década de 60, quando suas filhas Anne e Susan, na ocasião com  cinco e três anos, se aventuraram na propriedade dos vizinhos Murphys e Tomkins percebeu uma certa semelhança com os protagonistas do romance de Fitzgerald também ambientado nos anos 20 em Paris.

    Depois que ficaram amigos e através de várias conversas, Tomkins compreendeu que a história dos Murphys  era bem diferente do romance que Fitzgerald criou e Tomkins conseguiu  convencer Sara e Gerald Murphy para relatar tão plena de prazeres e criatividade com a genuína paixão pelas artes em geral, viviam cercados de pintores, músicos, intelectuais e escritores durante a década de 1920 na França.

    A história do casal Sara e Gerald Murphy é curta e a leitura  contém um desenvolvimento bem tranquilo, contando a história a partir dos pais do casal Sara e Gerald Murphy rapidamente. Pois o livro destaca apenas um certo momento da vida deles, entre 1922 até 1932.

    Quando Gerald e Sara foram para Paris, a biografia mostrou um cenário com saraus, salões de artes plásticas, festas, champagne e casa de praia que construíram  em Paris com chance de desfrutar  o dia na praia, onde Sara colocava seu colar de pérolas para tomar banho de sol e as noites na casa de praia chamada Villa América, escutava a  coleção de discos de jazz de Gerald.

    Particularmente, gosto de ler biografias, mas desta, acho que li no momento errado. Porque minha forma de viver bem tem outros sentidos. Sei que o dinheiro proporciona outros objetivos, principalmente uma pessoa bem-sucedida, que nunca foi pobre e que pode viver muito bem em qualquer lugar do mundo, mas o livro deixou aquela sensação que o leitor vive em outro mundo, com uma realidade completamente diferente.

    Sara e Gerald buscaram a Europa para fugir  da época da lei seca  porque tinham dinheiro para proporcionar essa aventura e  dava oportunidade para o casal viver situações pitorescas em Paris. Também compreendo que eles viveram em outra década, no entanto algumas situações pareciam fantasiosas demais.

    As pinturas que Gerald pintou durante o período que morou em Paris ganharam um grande destaque na história. Na época, ele chegou a expor no Salão de Paris, mas infelizmente não alcançou o sucesso que merecia e quando retornou para a América, nunca mais pintou. 

    A diagramação está maravilhosa,  isso não vou negar. O trabalho da editora sempre é magnifico, com varias fotos em preto e branco espalhadas  nas folhas do papel off-white. A capa é bem agradável. No geral, é uma história legalzinha de conhecer.

    Aconselho que o leitor que tenha interesse em conhecer a história do casal Murphy ou gosta de ler biografias que leia e tira suas próprias conclusões. Outro leitor poderá achar a história fascinante e compreender melhor. Recomendo para todos os  leitores que apreciam  biografias. 


“ A casa dos Murphys, na verdade, era o lugar onde  seus compatriotas podiam se inteirar do que estava acontecendo em sua terra natal.”
 ( pág. 46 )

   Sobre o autor:
   Nasceu no condado de Orange, nos Estados Unidos, em 17 de dezembro de 1925. Escritor e jornalista, ocupou o cargo de editor-geral da Newsweek entre 1957 e 1959 e, depois de fazer algumas contribuições isoladas para The New Yorker, em 1960 tornou-se membro oficial da redação da revista. Escreveu mais de uma dúzia de livros, entre eles Duchamp – uma biografia (Cosac Naify), Merchants and Masterpieces: the Story of The Metropolitan Museum of Art e Off the Wall: Robert Rauschenberg and the Art World of Our Time, elogiado em todo o mundo. Tomkins recebeu o primeiro Prêmio Clark por livros de destaque nas artes, em 2007. Mora em Nova York com a esposa Dodie Kazanjian, também escritora e curadora da Galeria Met na Metropolitan Opera.


   Já leu Viver Bem é a Melhor Vingança?
   Tem interesse em lê-lo?
   Então deixa sua opinião nos comentários. Vou adorar conhecê-la.