13 de julho de 2018

[ Filme ] 1922


     Olá pessoal!
     Tudo bem?
     Finalmente consegui trazer minha opinião sobre o filme 1922.  Uma trama adaptada no conto de Stephen King que conseguiu surpreender bastante.


. Título: 1922
. Título Original: 1922
. Ano: 2017
. Dirigido por: Zak Hilditch
. Elenco: Thomas Jane, Neal McDonough, Molly Parker, Dylan Schmid, Kaitlyn Bernard, Brian d'Arcy James, Bob Frazer, Patrick Keating, Graeme Duffy, Bruce Blain, Spencer Brown, entre outros.
Duração: 1h e 41min
Sinopse: Wilfred James é um fazendeiro que assassina a própria esposa com a ajuda de seu filho. Depois do acontecido, com o remorso e uma sucessão de problemas acontecendo logo após o crime, Wilfred acredita que o espírito da sua esposa está assombrando ele.


Simples, mas Surpreendente!

   Filmes que são baseados nas obras de Stephen King sempre conseguiu despertar meu interesse. Por mais que seja um enredo simples, gosto do cenário que as histórias de Stephen King proporcionam e com 1922 não poderia ser diferente, trazendo um terror psicológico bem agradável. 

   Estreado originalmente pela Netflix, 1922 começa com o fazendeiro Wilfred James ( Thomas Jane ) dentro de um quarto de hotel escrevendo uma confissão que possibilitou sua grande ruína. Narrando sua própria história, Wilfred  conta que era casado com Arlete James ( Molly Parker ) e com ela tinha um filho adolescente, Henry ( Dylan Schmid ). 

   Arlete herdou um pedaço de terra de seu falecido pai, cerca de 40 hectares ao lado da fazenda do casal e Wilfred desejava deixar como uma possível herança para Henry. Futuramente, Henry também deixaria as terras do Nebraska. para os filhos. Porém Arlente, nunca tinha gostado de viver na fazenda e queria vender as terras para morar na cidade.



   Wilfred não aceitava a proposta da esposa e passou odiá-la depois que  Arlete resolveu pedir o divorcio. Dessa maneira, Wilfred seria obrigado a vender tudo para dividir o dinheiro, Arlete iria para cidade com o filho e deixaria Wilfred para trás com a vida no campo. 

    A partir deste momento, Wilfred começa arquitetar a morte da esposa, manipulando a mente do filho para não aceitar a mudança da mãe para cidade e durante uma noite,  Wilfred assassina a esposa com ajuda do filho para impedir à venda das terras. 

   Sem enrolação, a história é apresentada enquanto o fazendeiro confessa o crime na carta. Contudo o mais legal e interessante no filme é focar nas consequências que o crime trouxe na vida dos dois protagonistas e como ficaram afetados psicologicamente, após o assassinato da Arlete. 

    Enquanto Henry segue um caminho sem volta carregando a culpa de ter ajudado a matar Arlete, Wilfred mostra para o espectador alguns fatos assombrosos que proporcionou sua destruição. A casa vai sendo destruída aos poucos, Wilfred começa enxergar a esposa dentro de casa e vários  ratos surgem para assombrar o fazendeiro.



    Mesmo que o filme se passa basicamente na fazenda, tudo é revelado aos poucos para a  interpretação dos personagens ter a chance de enriquecer e desenvolver durante a trama mostrando como o ser humano pode enlouquecer com a culpa. 

    Outro detalhe interessante no filme é abordar a escuridão que cada indivíduo  tem dentro de si e como o lado perverso pode modificar a pessoa. Particularmente, acho que Wilfred já tinha o lado calculista e manipulador que foi despertado quando Arlete provocou o fazendeiro com o pedido de divorcio. 

    É um filme simples, no entanto consegue cumprir com o papel de terror psicológico. Para quem gosta dos contos de Edgar Allan Poe, acho que vai achar o filme interessante. Eu gostei bastante e recomendo.





Um Pouco Mais:
1922 é uma adaptação do conto de Stephen King que contém no livro Escuridão total sem estrelas que foi lançado pela Editora Suma de Letras. O livro conta quatro histórias onde na ausência da luz, o mundo assume formas sombrias, distorcidas, tenebrosas. Em Escuridão Total Sem Estrelas os crimes parecem inevitáveis; as punições, insuportáveis; as cumplicidades, misteriosas.




    Já assistiram 1922?
    Então deixa sua opinião nos comentários. Vou adorar conhecê-la.