26 de dezembro de 2017

[ Resenha ] Psicose | Robert Bloch

   Olá Pessoal!
    Tudo bem?
    Espero que esteja tudo bem.
     Hoje eu trago a resenha do livro Psicose, escrito pelo Robert Bloch e  publicado pela Editora Darkside Books.


- Título: Psicose
- Título Original: Psycho
- Autor: Robert Bloch
-  Editora: Darkside Books
- 1ª Edição
- Ano: 2013
- ISBN: 978-85-666-3615-4
- 240 Páginas
- Tradução de: Anabela Paiva
-  Sinopse: Livro que deu origem ao mais famoso filme de suspense de todos os tempos. Psicose conta a história de Marion Crane, que foge após roubar o dinheiro que foi confiado a ela depositar num banco. Ela então vai parar no Bates Motel, cujo proprietário é Norman Bates, um homem atormentado por sua mãe controladora. Belo suspense, de tirar o fôlego!



 Um Clássico Magnífico!

      Já havia assistido ao filme Psicose muito tempo atrás, confesso que recordava bem da história, porém admito que ler o livro foi uma experiência totalmente fantástica, porque consegui absorver bastante a história e o livro entrou na lista das minhas melhores leituras do ano, merecendo ser relido sempre que possível.

     Para quem ainda não conhece a história, Psicose inicia com Norman Bates, um  homem de meia idade, caseiro e que sempre esteve ligado a sua Mãe Norma, sentado lendo um livro tão tranquilamente que nem havia notado que estava chovendo e  que a noite também havia chegando. 

     Solteiro e sem ter vivido um relacionamento, Norman administrava o Motel Bates que ficava localizado na beira  da estrada na velha rodovia, entretanto o estabelecimento da família estava sofrendo com a perda de clientes, por causa da nova estrada alternativa e Norman passava a maior parte do seu tempo cuidando de sua mãe que está doente e dedicando se ao seu hobby. 

     Contudo, Norman não imaginava que durante a noite chuvosa, uma hospede mudaria toda a rotina no Motel Bates. Essa hospede é a Mary Crane, uma jovem mulher que chegou ao Motel Batel procurando um quarto para descansar durante uma viagem onde passou horas dirigindo para encontrar  com seu noivo Sam Loomis. 

     Mary estava  levando quarenta mil dólares  que roubou do seu chefe, que havia confiado nela  para depositar no banco, mas Mary preferiu fugir com o dinheiro, deixando sua casa e sua irmã mais nova, Lila  para atrás,  para quitar as dívidas do seu noivo e assim, eles poderiam se casar e  Mary teria uma oportunidade de viver  ao lado do homem que tanto amava.

      A intenção de Mary era pernoitar e no dia seguinte, enfrentar a viagem até ao destino, porém a moça estava com fome e sem nenhum restaurante por perto, Norman resolveu convidar a moça para tomar um café e quando ela retornou para o quarto, mal sabia que suas horas estavam contadas e a famosa cena do banho é  apresentada de forma literária.

      A escrita de Robert Bloch impressiona e consegue prender a atenção desde as primeiras páginas quando começa a descrever a relação doentia de Norman com a sua mãe, mas a expectativa fica enorme quando chega à cena clássica do chuveiro. Confesso que tive calafrios e mesmo que ela foi escrita originalmente em 1959, a cena conseguiu ser extremamente brutal e saciou as minhas expectativas. Realmente não foi a toa que Alfred Hitchcock ficou instigado com a história e  transformou-a num ícone do cinema. 

    O aspecto psicológico do Norman chamou bastante atenção, pois apresentou um caso de transtorno de personalidade múltipla. Às vezes  mostrava ser um homem indefeso, oprimido e controlado pela mãe, mas também era uma homem assombrado por questões que parecia ser muito além da sua compreensão. Só lendo que o leitor conseguirá entrar totalmente na mente de Norman e entenderá  melhor a loucura e os traumas que ele possui.  

     Eu adquiri a edição econômica do livro, mas posso dizer que a diagramação está impecável e caprichosa nas páginas amareladas e pretas. A capa corresponde com um momento da história, água e sangue escorrendo pelo ralo do banheiro. Durante a leitura o leitor encontrará a imagem da Mary gritando no chuveiro e cada início do capítulo tem o desenho de uma chave com um chaveiro numerando os capítulos.

     Finalizo minha opinião recomendando essa incrível história para todos os leitores, pois Psicose é mais um clássico que não pode passar despercebido. Pode ter certeza que é uma leitura indispensável para quem aprecia o gênero do suspense e terror.


“ É melhor assim. Estranho como as  coisas funcionam na vida real.
Nenhum de nós suspeitou da verdade, nós só cometemos  um erro atrás  do outro até  fazer as coisas certas pelas razões erradas.”  
( Pág. 231 )


      Sobre o Autor:
      Robert Bloch foi um conceituado escritor norte-americano, mais conhecido pelo seu romance de horror Psicose (1959). Posteriormente a história foi adaptada para cinema pelo célebre realizador Alfred Hitchcock, em que Janet Leigh e Anthony Perkins fizeram parte do elenco. Foi também conhecido como roteirista e um autor prolífico no gênero da ficção científica. Bloch foi por diversas vezes galardoado, tendo recebido um Prémio Hugo, um Bram Stoker Award e um World Fantasy Award. Chegou a ser presidente de 1970 a 1971 da Mistery Writers of America e foi membro da Science Fiction and Fantasy Writers of America. Faleceu em decorrência de um câncer em 23 de setembro de 1994.

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