12 de maio de 2018

[ Lista ] 130 Anos da Abolição Formal no Brasil


    Olá pessoal!
    Tudo bem?
    Amanhã, dia 13 de maio, comemoram-se os 130 anos da abolição formal no Brasil.  Para refletir criticamente essa data tão importante, o grupo Companhia das Letras conta em seu catálogo com uma variedade de títulos para os leitores de diferentes idades se aprofundarem no tema.
   Veja algumas indicações:

FOTO: Ricardo Teles. Quilombo Frechal, MA, fotografia p&b, 1994. Acervo do artista.


     No dia 13 de maio de 1888, depois de mais de três séculos de escravidão no Brasil, chegava ao fim um dos capítulos mais cruéis da história nacional e que deixou marcas pesadas na constituição do país como nação. As primeiras levas de africanos chegaram à então maior colônia portuguesa do eixo Atlântico em 1550 e as últimas desembarcaram na década de 1860, alcançando um total estimado de 4,8 milhões de pessoas. 
 
    O Brasil recebeu entre 38 e 43% do total de africanos que saíram forçadamente do seu continente.
Neste ano, quando se completam 130 anos da abolição no Brasil, Lilia Moritz Schwarcz – professora titular de Antropologia da USP e da Global Scholar na Universidade de Princeton, além de autora, entre outros, de O espetáculo das raças, Brasil: uma biografia e Lima Barreto: triste visionário – e Flávio dos Santos Gomes – professor da UFRJ e autor, entre outros, de Mocambos e quilombos; De olho em Zumbi dos Palmares; O alufá Rufino ­– lançam pela Companhia das Letras o livro Dicionário da escravidão e liberdade: 50 textos críticos. 

    O volume organizado pela dupla de acadêmicos é um trabalho ambicioso e dos mais completos da atualidade sobre a escravidão no Brasil, ou, como escreve Alberto da Costa e Silva no prefácio do livro, a obra “mostra a grande quantidade de faces que compõem o que é um poliedro em movimento”. 

Leia o prefácio Escravidão e liberdade escrito por Alberto da Costa e Silva para o livro.


Título original: DICIONÁRIO DA ESCRAVIDÃO E LIBERDADE
Orgnizadores: Lilia Moritz Schwarcz e Flávio dos Santos Gomes(Vários Autores )
Páginas: 560
Formato: 16.00 X 23.00 cm
Acabamento: Brochura
Lançamento: 11/05/2018
ISBN: 9788535930948
Selo: Companhia das Letras
Para comemorar criticamente os 130 anos da abolição da escravidão, cinquenta textos dos maiores especialistas no tema. Um panorama abrangente de como a escravidão se enraizou perversamente em nosso cotidiano. “A meia centena de ensaios concisos que Lilia Moritz Schwarcz e Flávio dos Santos Gomes reuniram neste volume, com título e intenção de ser um dicionário temático, mostra a grande quantidade de faces que compõem o que é um poliedro em movimento. Cada um desses textos convida a novos textos, a novas pesquisas, a aprofundamentos, a novas comparações e a contestações.
Não faltam neste livro parágrafos sobre a espera, a busca e a obtenção da liberdade. Sobre a liberdade como antônimo de escravidão, mas que com ela coexiste para a ela se opor. Se estes ensaios nos dizem que o passado é sem esperança de conserto, eles não nos deixam esquecer que não há sombra sem luz.” Do prefácio de Alberto da Costa e Silva




Título original: O ESPETÁCULO DAS RAÇAS
Autora: Lilia Moritz Schwarcz
Capa: Hélio de Almeida
Páginas: 296
Formato: 14.00 X 21.00 cm
Peso: 0.354 kg
Acabamento: Brochura
Lançamento: 10/09/1993
ISBN: 9788571643291
Selo: Companhia das Letras
Fina análise das instituições científicas brasileiras do final do século XIX. Com base em documentos raros e muitas vezes inéditos, a autora reconstrói a mentalidade de uma época em que conviveram o liberalismo político e o racismo cientificista. Um grande laboratório racial: era essa a imagem do Brasil no final do século passado. Construída pelos inúmeros viajantes que aqui aportavam, a alusão a um país de raças híbridas encontrava boa acolhida entre nossos intelectuais - juristas, médicos, literatos, naturalistas. Como entender, no entanto, que esses mesmos pensadores tenham feito das teorias raciais deterministas e evolutivas o seu baluarte intelectual, espalhando pela sociedade brasileira noções de superioridade racial e o estigma do pessimismo quanto ao futuro de uma nação mestiça? Esse é o desafio que a autora busca vencer, com base em documentos raros e muitas vezes inéditos: a compreensão da mentalidade de uma época em que conviveram o liberalismo político e o racismo oriundo das várias escolas darwinistas. Um paradoxo que marca até hoje e põe em xeque o país da democracia racial.




Título original: MOCAMBOS E QUILOMBOS
Autor: Flávio dos Santos Gomes
Capa: Raul Loureiro
Páginas: 240
Formato: 13.70 X 21.00 cm
Peso: 0.291 kg
Acabamento: Brochura
Lançamento: 29/09/2015
ISBN: 9788581661230
Selo: Claro Enigma
Um resgate da história dos quilombos no Brasil e seus desdobramentos até os dias de hoje é o tema deste livro, que nos mostra uma situação mais atual e complexa do que podemos imaginar. Hoje, espalhadas por todo o Brasil, vemos surgir comunidades negras rurais e remanescentes de quilombos. Elas são a continuidade de um processo mais longo da história da escravidão e das primeiras décadas da pós-emancipação. Não se trata de um passado imóvel, como aquilo que sobrou de um passado remoto. As comunidades de fugitivos da escravidão produziram histórias complexas de ocupação agrária, criação de territórios, cultura material e imaterial próprias baseadas no parentesco e no uso e manejo coletivo da terra. O desenvolvimento das comunidades negras contemporâneas é bastante complexo, com seus processos de identidade e luta por cidadania. A história dos quilombos - e seus desdobramentos - do passado e do presente é o tema deste livro.




Título original: O REI, O PAI E A MORTE
Autor: Luis Nicolau Parés
Capa: Hélio de Almeida
Páginas: 488
Formato: 14.00 X 21.00 cm
Peso: 0.578 kg
Acabamento: Brochura
Lançamento: 16/06/2016
ISBN: 9788535927368
Selo: Companhia das Letras
Uma obra profunda e detalhada sobre as origens das práticas religiosas afro-brasileiras, fundamental para a compreensão de nossa cultura. Este livro examina as práticas religiosas na antiga Costa dos Escravos, na África Ocidental, correspondente à extensão onde hoje está a República do Benim. Nesse pequeno trecho de litoral, embarcou-se parte significativa dos africanos que chegaram escravizados ao Brasil, em particular à Bahia. A obra privilegia os dois séculos que vão de 1650 a 1850, quando o tráfico transatlântico de escravos foi mais intenso. Os principais reinos que dominaram a região nessa época foram Aladá, depois Uidá, e a partir da década de 1720, Daomé. Em razão das várias línguas faladas nessas sociedades, os deuses eram chamados de diversas formas, mas o termo mais comum era, e ainda é, vodum. Assim, o livro analisa o dinamismo e a historicidade da prática associada aos voduns, destacando sua imbricação com a vida política e econômica desses reinos. Em função da ligação histórica do Brasil com o lugar, a última parte da obra aborda questões relativas às repercussões que esses costumes tiveram na Bahia e no Maranhão. As formas de religiosidade desenvolvidas no período do tráfico de escravos constituíram um dos principais motores para a recriação dos rituais afro-atlânticos. No entanto, além de um simples movimento unidirecional da África para o Brasil, as forças da economia do tráfico afetaram de forma dramática as práticas religiosas em ambos os lados do Atlântico. O sistema escravagista, marcado por assimetrias de poder extremas, violência, racialização, instabilidade social e migrações generalizadas, intensificou uma forma ritualística baseada na troca sacrificial, na hierarquização, na possessão e no imaginário da feitiçaria.Inextricavelmente ligados à prática política e econômica dessas sociedades, os rituais religiosos desses povos são uma tradição de pluralismo e tolerância que precisa ser valorizada, sobretudo em tempos sombrios como os atuais, tomados por intransigência e fundamentalismo.




Título original: REBELIÃO ESCRAVA NO BRASIL
Autor: João José Reis
Capa: Ettore Bottini
Páginas: 680
Formato: 16.00 X 23.00 cm
Peso: 1.047 kg
Acabamento: Capa flexível
Lançamento: 25/08/2003
ISBN: 9788535903942
Selo: Companhia das Letras
A história da revolta dos negros muçulmanos que, na Bahia do século XIX, pretendiam abolir a escravidão africana. A imbricação entre religião e identidade étnica é o argumento central do livro, um clássico sobre os estudos da história dos negros no Brasil, publicado originalmente em 1986. Reedição revista e ampliada, com cerca de oitenta imagens de época. Na noite de 24 para 25 de janeiro de 1835, em Salvador, enquanto os católicos comemoravam, na igreja do Bonfim, a festa de Nossa Senhora da Guia, negros africanos celebravam o Ramadã em suas senzalas. A celebração evoluiu para uma revolta, da qual não participaram exclusivamente muçulmanos, mas que foi por eles concebida e liderada. O levante envolveu cerca de seiscentas pessoas, o equivalente a 20 mil pessoas na Salvador de hoje. A revolta terminou com muitos feridos, centenas de presos, além de mais de setenta rebeldes e dez de seus adversários mortos. A maioria dos rebelados era de membros da nação nagô, em cuja língua, o iorubá, muçulmano é imale. Daí malês, o vocábulo iorubá aportuguesado. Os objetivos dos rebelados não foram totalmente esclarecidos: queriam o fim da escravidão dos africanos, mas não é certo que almejassem extinguir a escravidão como sistema de trabalho na sociedade brasileira. Há depoimentos que os acusam de terem planejado a escravização de mulatos e o massacre de brancos e negros nascidos na Europa e no Brasil.O autor discute a religião, os escritos, a dieta, o vestuário e as formas de organização dos malês. O livro analisa ainda o contexto histórico da rebelião: expõe as estruturas sociais e econômicas da época, a rebeldia dos homens livres, a série de revoltas escravas acontecidas na Bahia desde o início do século XIX e a natureza específica da escravidão urbana. Rebelião escrava no Brasil foi publicado originalmente em 1986 pela editora Brasiliense.



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DA COMPANHIA DAS LETRAS.


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